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A volta da que não foi

Enfim, estou de volta à ativa. I’m back, como diria o Terminator, após um longo intervalo. Não fazia nada em especial, a não ser trabalhar e estudar, ou melhor, ir à universidade. Essas 12 horas diárias comprometidas impediram-me de escrever? Sim e não; sim, porque tive menos tempo e, principalmente, disposição – admito - para ler, estudar de verdade, evoluir um tantinho que seja e vir aqui analisar o mundo ou um mero filme. Em vão, é bem verdade, mas não para mim. Não deposito toda a culpa em minha rotina, é claro, pois também faltava motivação para vir aqui comentar a dança da pizza, escândalos e mais escândalos da PesTe, pesquisas Ibope apontando larga vantagem ao chefe da quadrilha em relação ao picolé de chuchu, a própria candidatura do sorvete de fruto de trepadeira cucurbitácea, a greve de fome do marido da Garotinha... Como eu não conseguiria escapar da política, mesmo sendo uma detratora da modernosa politização de tudo, preferi ficar caladinha, à espreita. Lembrei, em meio a isso, que quem cala consente, e espernear um pouco não faz mal.
Na verdade, sofri com a perda do hábito de escrever qualquer linha que fosse. O mundo não perdeu coisa alguma, eu perdi um pouco de assunto com meus amigos leitores desse blog, a quem agradeço pelos incentivos e puxões de orelha desferidos durante o jejum. Estou de volta, nem melhor nem pior. Será que ao menos diferente?
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Aproveito essa volta e recomeço para divulgar o Blogs Coligados, que passará a contar com minha colaboração. Blogs Coligados é o nome de um blog mestre, que contém as manchetes dos artigos de vários colunistas. O propósito deste projeto é proporcionar ao leitor uma espécie de revista virtual, agradável de acessar e de ler a qualquer hora, dotada de uma grande variedade e rotatividade de notícias, artigos e comentários. Quem quiser fazer parte, escreva para
blogscoligados@gmail.com.

noite_interminavel
Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado, é um hábito. (Aristóteles)


Na medida em que você se desliga do espírito daquela era, está ligado ao espírito de todas as eras. Isto quer dizer que, de fato, na constituição do próprio indivíduo, já está dada toda a dialética entre o mundo do sensível ou da temporalidade e o mundo da eternidade. (Olavo de Carvalho)


Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. (Hermann Hesse)


Quanto menos um sujeito entende a religião, mais se prontifica a modificá-la, isto é, a reduzi-la às dimensões da sua própria falta de consciência. Uma concepção evolutiva da religião mostra apenas incapacidade de conceber alguma coisa acima da esfera temporal. O "senso da eternidade" é apenas o primeiro grau da consciência religiosa. (Olavo de Carvalho)


Quando os homens já não acreditam em Deus, não é que não acreditem em mais nada: acreditam em tudo. (G. K. Chesterton)


Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. (Edmund Burke)


Experiência não é o que acontece com o homem; é o que o homem faz com o que lhe acontece. (Aldous Huxley)


Pode-se enganar todo mundo durante algum tempo, e certas pessoas durante todo o tempo, mas não se pode enganar todo o mundo todo o tempo. (Abraham Lincoln)


Faça aparecer o que sem você não seria talvez jamais visto. (Robert Bresson)


Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola. (Albert Einstein)


Todos estamos na sarjeta, mas alguns de nós estão olhando as estrelas. (Oscar Wilde)


Qualquer pessoa que não seja inteiramente imbecil ou imbecilizada pelo jogo literário de entes de razão sabe que existe, no mundo inteiro, uma guerra revolucionária com o objetivo de massificar o homem e de apagar nas almas os últimos lampejos das saudades de Deus. Os marxistas desempenham papel de desta­que, e os judeus marxistas ou filocomunistas trazem para esta causa todo o furor que lhes vem da antiga grandeza. (Gustavo Corção)