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Rumo à fazenda


A massa é sempre de manobra. Em cada geração, são poucos os indivíduos que se elevam e conseguem manter a integridade de suas consciências. Lei da vida. E dizer o que quando os herdeiros da chamada elite da nação louvam o que há de mais desprezível no já raso mundo do entretenimento? Devo ser antiquada demais ao preferir balançar o esqueleto ao som daqueles popzinhos anos 80 e soltar a voz com crássicos bregas, em vez de em ritmo de Atoladinha, ou de traficantes do Bronx wannabe...

Está provado que o método mais simples de ganhar controle das pessoas é torná-las indisciplinadas e ignorantes dos princípios básicos da vida e, ao mesmo tempo, mantê-las confusas, desorganizadas e distraídas com assuntos supérfluos. Isso é obtido por sabotamento das atividades mentais e estímulo ao hedonismo em ataques emocionais constantes, travestidos de mais puro apelo racional, ou - ainda melhor e mais respeitoso -, “científico”. Palavra imponente. Vi um exemplo em uma matéria com a coordenadora de uma ONG americana de educação sexual, na qual ela condena a campanha bushista pró castidade, indignada por razões políticas conservadoras, portanto ultrapassadas, e a religião, essa mesquinharia, estarem sobrepondo-se à ciência (sic). Sem contar a tentativa e sucesso em reescrever a história, a lei e sujeitar o público a uma arte degradada. A regra geral é que há lucro na confusão: quanto maior o caos, maiores os lucros. Enquanto isso, consciências e mais consciências são embotadas. Nada pode vir do caos, da ausência total de ordem.

Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem tempo de parar e refletir. Em direção à fazenda, com os outros animais irracionais.


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Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado, é um hábito. (Aristóteles)


Na medida em que você se desliga do espírito daquela era, está ligado ao espírito de todas as eras. Isto quer dizer que, de fato, na constituição do próprio indivíduo, já está dada toda a dialética entre o mundo do sensível ou da temporalidade e o mundo da eternidade. (Olavo de Carvalho)


Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. (Hermann Hesse)


Quanto menos um sujeito entende a religião, mais se prontifica a modificá-la, isto é, a reduzi-la às dimensões da sua própria falta de consciência. Uma concepção evolutiva da religião mostra apenas incapacidade de conceber alguma coisa acima da esfera temporal. O "senso da eternidade" é apenas o primeiro grau da consciência religiosa. (Olavo de Carvalho)


Quando os homens já não acreditam em Deus, não é que não acreditem em mais nada: acreditam em tudo. (G. K. Chesterton)


Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. (Edmund Burke)


Experiência não é o que acontece com o homem; é o que o homem faz com o que lhe acontece. (Aldous Huxley)


Pode-se enganar todo mundo durante algum tempo, e certas pessoas durante todo o tempo, mas não se pode enganar todo o mundo todo o tempo. (Abraham Lincoln)


Faça aparecer o que sem você não seria talvez jamais visto. (Robert Bresson)


Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola. (Albert Einstein)


Todos estamos na sarjeta, mas alguns de nós estão olhando as estrelas. (Oscar Wilde)


Qualquer pessoa que não seja inteiramente imbecil ou imbecilizada pelo jogo literário de entes de razão sabe que existe, no mundo inteiro, uma guerra revolucionária com o objetivo de massificar o homem e de apagar nas almas os últimos lampejos das saudades de Deus. Os marxistas desempenham papel de desta­que, e os judeus marxistas ou filocomunistas trazem para esta causa todo o furor que lhes vem da antiga grandeza. (Gustavo Corção)