Rumo à fazenda
A massa é sempre de manobra. Em cada geração, são poucos os indivíduos que se elevam e conseguem manter a integridade de suas consciências. Lei da vida. E dizer o que quando os herdeiros da chamada elite da nação louvam o que há de mais desprezível no já raso mundo do entretenimento? Devo ser antiquada demais ao preferir balançar o esqueleto ao som daqueles popzinhos anos 80 e soltar a voz com crássicos bregas, em vez de em ritmo de Atoladinha, ou de traficantes do Bronx wannabe...
Está provado que o método mais simples de ganhar controle das pessoas é torná-las indisciplinadas e ignorantes dos princípios básicos da vida e, ao mesmo tempo, mantê-las confusas, desorganizadas e distraídas com assuntos supérfluos. Isso é obtido por sabotamento das atividades mentais e estímulo ao hedonismo em ataques emocionais constantes, travestidos de mais puro apelo racional, ou - ainda melhor e mais respeitoso -, “científico”. Palavra imponente. Vi um exemplo em uma matéria com a coordenadora de uma ONG americana de educação sexual, na qual ela condena a campanha bushista pró castidade, indignada por razões políticas conservadoras, portanto ultrapassadas, e a religião, essa mesquinharia, estarem sobrepondo-se à ciência (sic). Sem contar a tentativa e sucesso em reescrever a história, a lei e sujeitar o público a uma arte degradada. A regra geral é que há lucro na confusão: quanto maior o caos, maiores os lucros. Enquanto isso, consciências e mais consciências são embotadas. Nada pode vir do caos, da ausência total de ordem.
Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem tempo de parar e refletir. Em direção à fazenda, com os outros animais irracionais.


