« Home | O clichê do sorveteiro » | Intelectual de esquerda » | O tempo voa, mas não passa » | Presente de Natal atrasado » | Cinema: dados e recados » | Um dia qualquer » | Status ontológico da mentira » | Ano Novo? » | Feliz Ano Novo » | Fatos do ano »

Educação para a paz: doutrinação para a estupidez

Não sou pacifista porque considero que ser contra as guerras é como ser contra a lei da gravidade. A agressividade, a destrutividade e a violência fazem parte da condição humana e, da mesma forma que a lei da gravidade, pertencem à natureza. Ser contra as leis da natureza, aí incluídos os seres humanos e seus grupamentos, geralmente leva a resultados piores do que aqueles que se queria evitar.
(Heitor de Paola em As falsas bases do pacifismo)

Na volta de um passeio, por uma das mais movimentadas avenidas da cidade, meu olhar perdido fixa-se nas palavras de um outdoor. Garrafais, coloridas, destacadas. A mensagem transmitida, o produto/serviço ofertado da vez é um novo curso de especialização da PUC, o Educação para a Paz. A quem interessar possa, o currículo prevê disciplinas como "Dinâmica de Grupo e Oficinas da Paz, Princípios Metodológicos da Educação para a Paz, Resolução não-violenta de conflitos, Educação em Direitos Humanos, Educação para o Desarmamento e Educação Ambiental."

Poupo o leitor do questionamento se são meus olhos que atraem coisas desse tipo, ou são essas coisas que estão por todos os lados.

Com Paulo Freire, a própria pedagogia é "oprimida", subordinada a fins alheios à sua natureza. Não existe "educação para a paz", "educação para o desenvolvimento" ou para qualquer outra coisa. A verdadeira educação é a educação tout court, sem adjetivos. O professor não deve determinar o que aluno deve fazer com o conhecimento recebido. O indivíduo livre faz o que quiser com os conhecimentos adquiridos, sem dar ouvidos a doutrinadores. A educação não tem como objetivo principal a transformação social. A educação é essencialmente a aquisição da autonomia pelo indivíduo, é um fim em si mesma, com a qual o indivíduo pode elevar-se, libertar-se: só quem é capaz de pensar por conta própria sabe o caminho a seguir; logo, só as pessoas educadas são livres.
(o amigo Marco Aurélio Antunes em seu Pedagogia do oprimido?)

noite_interminavel
Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado, é um hábito. (Aristóteles)


Na medida em que você se desliga do espírito daquela era, está ligado ao espírito de todas as eras. Isto quer dizer que, de fato, na constituição do próprio indivíduo, já está dada toda a dialética entre o mundo do sensível ou da temporalidade e o mundo da eternidade. (Olavo de Carvalho)


Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. (Hermann Hesse)


Quanto menos um sujeito entende a religião, mais se prontifica a modificá-la, isto é, a reduzi-la às dimensões da sua própria falta de consciência. Uma concepção evolutiva da religião mostra apenas incapacidade de conceber alguma coisa acima da esfera temporal. O "senso da eternidade" é apenas o primeiro grau da consciência religiosa. (Olavo de Carvalho)


Quando os homens já não acreditam em Deus, não é que não acreditem em mais nada: acreditam em tudo. (G. K. Chesterton)


Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. (Edmund Burke)


Experiência não é o que acontece com o homem; é o que o homem faz com o que lhe acontece. (Aldous Huxley)


Pode-se enganar todo mundo durante algum tempo, e certas pessoas durante todo o tempo, mas não se pode enganar todo o mundo todo o tempo. (Abraham Lincoln)


Faça aparecer o que sem você não seria talvez jamais visto. (Robert Bresson)


Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola. (Albert Einstein)


Todos estamos na sarjeta, mas alguns de nós estão olhando as estrelas. (Oscar Wilde)


Qualquer pessoa que não seja inteiramente imbecil ou imbecilizada pelo jogo literário de entes de razão sabe que existe, no mundo inteiro, uma guerra revolucionária com o objetivo de massificar o homem e de apagar nas almas os últimos lampejos das saudades de Deus. Os marxistas desempenham papel de desta­que, e os judeus marxistas ou filocomunistas trazem para esta causa todo o furor que lhes vem da antiga grandeza. (Gustavo Corção)