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Carpeaux

Depois de grande demora, finalmente o segundo volume dos Ensaios Reunidos do Carpeaux sai do forno. Aqui e abaixo estão as provas, para ninguém duvidar.

No ano em que se celebra o 105º aniversário de Otto Maria Carpeaux, a Editora da UniverCidade e a Topbooks estão lançando a segunda parte de seus Ensaios Reunidos, desta vez com artigos de jornal, inéditos em livro, e mais três prefácios.

O Volume I do projeto, editado em 1999, reuniu em 928 páginas os artigos de Carpeaux recolhidos em livro, de A Cinza do Purgatório (1942) até Livros na Mesa (1978).

Com 942 páginas, este Volume II — que tem substancioso prefácio do poeta, tradutor e críitico literário Ivan Junqueira, presidente da Academia Brasileira de Letras — traz 205 artigos escritos entre 1946 e 1969 para diversos jornais, sobretudo A Manhã, O Jornal e O Estado de S. Paulo, e prefácios a obras de Manuel Bandeira, Johann W. von Goethe e Ernest Hemingway.

Nos textos jornalísticos, o respeitado pensador e crítico escreve sobre filosofia, história, literatura, poesia, teatro, cinema, ficção científica, música clássica, ópera, artes plásticas, política e psicanálise, entre outros temas, com referências a mais de 2.600 pessoas, além de dezenas de personagens de obras literárias e musicais. Já os eruditos prefácios de Carpeaux se intitulam "Notícia sobre Manuel Bandeira" (1946), "Prefácio ao Fausto de Goethe" (1948) e "Vida, obra e glória de Hemingway" (1971).

Dentro do projeto de edição da Obra Completa do grande intelectual austríaco, já se encontra em produção o Volume III dos Ensaios Reunidos, com mais artigos de jornal e outros textos dispersos, e estamos terminando a reedição de sua alentada História da Literatura Ocidental.

Esperamos que Carpeaux mereça do público leitor de hoje o mesmo carinho, admiração e respeito que inspirou a toda a intelectualidade brasileira quando aqui chegou, fugindo do nazismo Agradecemos, antecipadamente, a atenção que puderem dar a essa ambiciosa parceria da Editora da UniverCidade com a Topbooks.

Também não vejo a hora de ver relançada a História da Literatura Ocidental: sempre que vou à casa do meu amigão Carlos, mexo naqueles volumes amarelados e de capas quase soltas na tentativa de adquirir todo aquele conhecimento por osmose, pois o pai dele jamais deixaria sair tamanha raridade de dentro de sua biblioteca.

Ótima notícia, Bianca! Os ensaios do Carpeaux são magníficos. E eu também gosto do Ivan Junqueira, tanto na poesia quanto na crítica literária.
Aguardo os inéditos do Merquior, um dos meus gurus. Entrei no site da Topbooks e percebi que além do desconto geral de 20%, há uma lista de livros com desconto de 50%, entre os quais "A dança das letras", do Franklin de Oliveira.
Imagino como seria o ensino de Literatura nas escolas e universidades se os professores não fossem tão ignorantes a respeito da obra desses grandes críticos literários...

É motivo de infinita alegria saber que esta obra monumental será relançada; trata-se, no dizer de muitos estudiosos, da maior obra já realizada no gênero, em todos os tempos e em qualquer outro lugar. É um privilégio já havermos tido um Carpeaux no Brasil e uma reedição de sua obra é o maior resgate cultural do século.

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Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado, é um hábito. (Aristóteles)


Na medida em que você se desliga do espírito daquela era, está ligado ao espírito de todas as eras. Isto quer dizer que, de fato, na constituição do próprio indivíduo, já está dada toda a dialética entre o mundo do sensível ou da temporalidade e o mundo da eternidade. (Olavo de Carvalho)


Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. (Hermann Hesse)


Quanto menos um sujeito entende a religião, mais se prontifica a modificá-la, isto é, a reduzi-la às dimensões da sua própria falta de consciência. Uma concepção evolutiva da religião mostra apenas incapacidade de conceber alguma coisa acima da esfera temporal. O "senso da eternidade" é apenas o primeiro grau da consciência religiosa. (Olavo de Carvalho)


Quando os homens já não acreditam em Deus, não é que não acreditem em mais nada: acreditam em tudo. (G. K. Chesterton)


Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. (Edmund Burke)


Experiência não é o que acontece com o homem; é o que o homem faz com o que lhe acontece. (Aldous Huxley)


Pode-se enganar todo mundo durante algum tempo, e certas pessoas durante todo o tempo, mas não se pode enganar todo o mundo todo o tempo. (Abraham Lincoln)


Faça aparecer o que sem você não seria talvez jamais visto. (Robert Bresson)


Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola. (Albert Einstein)


Todos estamos na sarjeta, mas alguns de nós estão olhando as estrelas. (Oscar Wilde)


Qualquer pessoa que não seja inteiramente imbecil ou imbecilizada pelo jogo literário de entes de razão sabe que existe, no mundo inteiro, uma guerra revolucionária com o objetivo de massificar o homem e de apagar nas almas os últimos lampejos das saudades de Deus. Os marxistas desempenham papel de desta­que, e os judeus marxistas ou filocomunistas trazem para esta causa todo o furor que lhes vem da antiga grandeza. (Gustavo Corção)