sexta-feira, dezembro 30, 2005

Feliz Ano Novo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial: industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente.
(Carlos Drummond de Andrade)


quinta-feira, dezembro 29, 2005

Fatos do ano

Finalzinho de dezembro, retrospectivas dos principais acontecimentos do ano são feitas. Para não fugir à regra, a minha segue abaixo, sem ordem cronológica ou de relevância, salvo o fato dos fatos, aqui tratado como hors concour, que encerra esse exercício de memória. Sem mais delongas, vamos à lista:

Gilberto Gil, ministro da Cultura, peregrina por programas de auditório e atrás do trio ao som de “chupa toda”;

Bengaladas no Fristão não-cristão;

Cumplicidade e amizade inexistentes entre Lula e Dirceu, a quem o Molusco só se refere como Zé, e o ex todo poderoso admite que “só fazia o que o presidente queria”;

Passaporte italiano para a galega e seus ninos, exemplo de cosa nostra;

“Juiz ladrão, porrada é solução”, mas não dessa vez;

O homem-bomba tupiniquim tem seus instintos mais primitivos despertados;

O silêncio dos inocentes: Terri Schiavo;

O silêncio dos culpados: Marxilena e asseclas;

Atentados em Londres, ou ao que resta de civilização;

Os 80 anos da Iron Lady;

Vitória merecida da Menina de Ouro;

O retorno sofrido do Grêmio;

Free Michael Jackson e uma mãe no tribunal, “Ele (Jackson) queria mandar meu filho para aquele lixo do Brasil”;

Identidade de espiã mais grave do que máfia nacional, principalmente para Caio Blinder;

O adeus de João Paulo II e o começo de um novo papa;

Fidel e cia.ilimitada enviam o que parecia ser um presente ao Lula: caixas de bebida, só que recheadas da moeda dos porcos imperialistas;

Cueca made in Brazil milionária;

A prisão hollywoodiana da perigosa dona da Daslu - não confundir com a Daspu –, pois ela esperaria a polícia com vidros de Channel nº 5 como granadas;

"Desigualdade social" à francesa;

Diplomas “de grátis” ao MST – como se não bastassem aos analfabetos funcionais -;

“Não” retumbante. Na verdade, resultado nulo, já que a violência impera e o cidadão continua tão indefeso quanto antes;

Bush na terra dos fora-da-lei;

Furacões, ciclones, maremotos, terremotos, disenterias, o neoliberalismo petista e, provavelmente, o divórcio do Brad Pitt: tudo culpa do Bush.

Fato hors concour: legista ameaçado de morte comete suicídio para não dar o gostinho de ser morto.

É, aqui tudo acaba em pizza, ou em biografia.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Espírito Natalino

Passadas as celebrações de mais um aniversário de Cristo, hora de voltar à ativa e, também, de abrir exceções. Espírito Natalino.

Há semanas não assistia ao Manhattan Connection por ter atirado a toalha ao ver certos momentos, como quando Lúcia Guimarães vilanizou o Wal Mart após louvar o lançamento de um documentário à moda Michael Moore que denunciava a eterna exploração capitalista de uma empresa a seus funcionários, e o programa em que Caio Blinder transformou o vazamento da identidade de uma agente da CIA a uma crise maior do que o tsunami de lama peStista, incluindo assassinatos, que nos aflige. Abri exceção ontem e fui beneficiada com ótimas intervenções do Reinaldo Azevedo, da Primeira Leitura, durante todo o programa, salvo quando ele se referiu às únicas forças de resistência desde sempre aos neostalinistas tupiniquins como sendo Diogo Mainardi e ele próprio. Você deve estar se perguntando agora: e Olavo de Carvalho, que entregou tudinho de bandeja a quem fosse capaz - e quisesse – ler, com anos e mais anos de antecedência? Pois é, nenhuma menção.

Apesar do lapso de memória, vale espiar o Manhattan Connection de ontem em alguma reprise, já que não é sempre que podemos ver alguém cobrar uma postura mais conservadora de Bento XVI e afirmar haver, no Brasil, dois refúgios preferenciais para esquerdistas: a Igreja e o jornalismo.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Mensagens de Natal



O novo texto com que Olavo de Carvalho nos presenteia veio bem a calhar, uma vez que eu acabara de ler artigo de Leonard Peikoff - fundador do Ayn Rand Institute - à revista Capitalism, no qual chama de “tragédia americana” o fato dos líderes intelectuais terem substituído o que ele se refere como alegria da celebração do Natal pela insistência em tratar a data com significado espiritual de religião e sacrifício. Como se não bastasse, finaliza sua heresia afirmando que está na hora de tirar Cristo do Natal e transformá-Lo em comemoração meramente comercial.

Realmente o autor não nega ser um ateu vazio (pleonasmo?), cujo suposto conteúdo interior é creditado ao Objetivismo de Rand, que prega que os indivíduos alcancem a verdade de forma objetiva, através apenas da razão, traduzida na vontade e interesse próprios como fatores de desenvolvimento pessoal e, por conseqüência, social.

Chegamos ao cerne da questão: “altruísmo e egoísmo não podem ser definidos objetivamente", afirma Olavo a seus alunos, pois o que transforma uma ação em egoísta ou altruísta são nossas intenções íntimas. No entanto, algumas vezes não percebemos claramente qual é nosso propósito com certo ato. Portanto, só cabe a Deus saber com certeza.

Ou seja, a celebração do nascimento do filho de Deus deveria ser substituída por uma mera euforia amparada por um modo de pensar cujos pilares jamais se sustentariam por si sós, salvo sob os olhos atentos do Pai? A real tragédia americana seria deixar-se contaminar por esse tipo de pensamento materialista e inconseqüente.


Na constituição americana não há nenhum “muro de separação” entre religião e Estado. Quando Thomas Jefferson criou essa expressão, foi para proteger as igrejas contra o Estado. É só num mundo pós-orwelliano que ela pode ser usada como pretexto para legitimar a repressão estatal da religião.

Mas o confinamento mesmo de Deus na esfera “religiosa”, Sua exclusão dos debates científicos e filosóficos, que hoje até mesmo os religiosos aceitam como cláusula pétrea da ordem pública, já é uma herança mórbida da estupidez iluminista. O “muro de separação” entre conhecimento e fé é uma farsa kantiana erguida entre dois estereótipos.

Afinal, por que um sujeito tem fé na Bíblia? Tem porque acha que ela é a Palavra de Deus. Mas por que ele acha que ela é a palavra de Deus? É porque tem fé nela? Esse círculo vicioso exigiria uma capacidade de aposta no escuro que transcende os recursos da média humana. A fé não surge do nada, muito menos da própria fé. É preciso um indício, um sinal, um motivo racionalmente aceitável para acender na alma a chama da confiança em Deus. A definição mesma da “fé” como crença numa doutrina é perversão do sentido da palavra. A doutrina cristã formou-se ao longo dos séculos. Os primeiros fiéis confiaram em Jesus antes de saber nada a respeito dela. Não acreditavam numa doutrina, confiavam num homem. E por que confiavam nele? Ele próprio explicou isso. Quando João Batista, da cadeia, manda perguntar se Ele é o enviado de Deus ou se seria preciso esperar por outro, Jesus não responde com nenhuma doutrina, mas com fatos: “Vão e contem a João as coisas que vocês ouvem e vêem: os cegos enxergam, e os paralíticos andam; os leprosos ficam limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e os pobres recebem boas notícias. E bem-aventurado é aquele que não se ofende comigo.” O que esses versículos ensinam é que a fé é apenas a confiança em que Aquele que devolveu a vida a alguns mortos pode devolvê-la a muitos mais. É um simples raciocínio indutivo, um ato da inteligência racional fundado no conhecimento dos fatos e não uma aposta no escuro. A única diferença entre ele e qualquer outro raciocínio indutivo é que a conclusão a que ele conduz traz em si uma esperança tão luminosa que toda a tristeza e o negativismo acumulados na alma se recusam a aceitá-la. A alma prefere apegar-se à tristeza e ao negativismo porque são seus velhos conhecidos. São a segurança da depressão rotineira contra o apelo da razão à ousadia da confiança. O que se opõe à fé não é a razão, é a covardia. Para legitimar essa covardia ergueram-se masmorras de pseudo-argumentos. No fundo delas, o leproso lambe suas chagas, o cego adora sua cegueira, o paralítico celebra a impossibilidade de caminhar. Os pobres, imaginando-se reis e principes, festejam a rejeição da boa notícia. Orgulhosos da sua impotência, adornam com o nome de “ciência” a teimosia de negar os fatos.

Mas seu exemplo não frutifica. Setenta e cinco por cento dos médicos americanos acreditam em curas miraculosas. Acreditam não só porque as vêem, dia após dia, mas porque sabem ou ao menos pressentem que atribui-las à auto-sugestão ou à coincidência seria destruir, no ato, a possibilidade mesma da pesquisa científica em medicina, que se baseia inteiramente no pressuposto de que auto-sugestão e coincidência não têm um poder maior que a intervenção terapêutica fundada no conhecimento racional das causas.

O maior escândalo intelectual de todos os tempos é a fraude constitutiva da modernidade, que, excluindo do exame todos os fatos que não tenham uma explicação materialista, conclui que todos os fatos têm uma explicação materialista.

A dose de miséria mental em que um sujeito precisa estar mergulhado para gostar desse lixo não é pequena. O Natal é o lembrete cíclico de que esse destino não é obrigatório, de que existe a esperança racional de alguma coisa melhor. Por isso há quem deseje eliminá-lo: para que o chamado da esperança não fira o orgulho dos covardes.

Um Sagrado e Feliz Natal a todos!

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Evolução e evolucionismo


Entrevista com o professor Rafael Pascual, L.C. ROMA, 7 de dezembro de 2005 (ZENIT.org). “Evolução e criação podem ser compatíveis”, reconhece o filósofo e teólogo Rafael Pascual, L.C, até o ponto de que fala de criação evolutiva, declarando que a “Bíblia não tem uma finalidade científica”.

O debate sobre evolução e fé é candente no cenário mundial. Voltou a ser suscitado pelo arcebispo de Viena, o cardeal Cristoph Schonborn, com um artigo publicado pelo New York Times, em 7 de julho de 2005, onde afirmava que é Deus, através de um “desígnio inteligente, o verdadeiro artífice da evolução”.

”As teorias científicas que tentam justificar a aparição do desígnio como resultado do caos e da necessidade não são verdadeiramente científicas”, acrescentava o purpurado austríaco.

Para compreender melhor esta apaixonante questão, Zenit entrevistou o professor Pascual, diretor do Mestrado em Ciência e Fé do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum de Roma, que na Itália acaba de publicar o livro “Evolução: cruz de caminhos entre ciência, filosofia e teologia” (“L’Evoluzione: crocevia di scienza, filosofia e teologia”, Editora Studium).

- Evolução, sim; evolucionismo, não?
- Padre Pascual: a evolução, entendida como teoria científica, fundada em dados empíricos, parece muito bem afirmada, ainda que não é totalmente verdade que já não tenha nada a acrescentar ou completar, sobretudo com respeito aos mecanismos que a regulam. Ao contrário, não me parece admissível o evolucionismo como ideologia que nega o finalismo, e sustenta que tudo se deve à casualidade e à necessidade, como afirma Jacques Monod em seu livro “Casualidade e necessidade”, propondo o materialismo ateu. Este evolucionismo não é sustentável, nem como verdade científica, nem como conseqüência necessária da teoria científica da evolução, como alguns sustentam.

- Criação sim; criacionismo, não?
- A criação é uma verdade compreensível para a razão, em especial para a filosofia, mas também é uma verdade revelada. Por outro lado, o chamado criacionismo é também, como o evolucionismo, uma ideologia fundada em muitas ocasiões em uma teologia errônea, ou seja, em uma interpretação literal de algumas passagens da Bíblia, a qual, segundo seus autores, com respeito à origem das espécies sustentaria a criação imediata de cada espécie por parte de Deus, e a imutabilidade de cada espécie com o passar do tempo.

- Evolução e criação são compatíveis?
- Evolução e criação em si podem ser compatíveis; pode-se falar, sem cair em uma contradição, de uma “criação evolutiva”, enquanto que evolucionismo e criacionismo são necessariamente incompatíveis. Por outra parte, seguramente houve um desígnio inteligente, mas, em minha opinião, não se trata de uma teoria científica alternativa à teoria da evolução. Ao mesmo tempo, há que assinalar que o evolucionismo, entendido como ideologia materialista e atéia, não é científico.

- O que diz o Magistério da Igreja a respeito?
- O Magistério da Igreja, em si, não se opõe à evolução como teoria científica. Por uma parte, deixa e pede aos cientistas que façam investigações no que constitui seu âmbito específico. Mas, por outra, ante as ideologias que estão detrás de algumas versões do evolucionismo, deixa claros alguns pontos fundamentais que devem ser respeitados:
- não se pode excluir, a priori, a causalidade divina. A ciência não pode nem afirmá-la, nem negá-la;
- o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus. Deste fato deriva sua dignidade e seu destino eterno;
- há uma descontinuidade entre o ser humano e outros seres vivos, em virtude de sua alma espiritual, que não pode ser gerada por simples reprodução natural, mas que é criada imediatamente por Deus.

- Quais são as verdades fundamentais sobre a origem do mundo e o ser humano que a Igreja indica como pontos básicos?
- Está claro que o Magistério não entra em questões propriamente científicas, que deixa à pesquisa dos especialistas, mas sente o dever de intervir para explicar as conseqüências de tipo ético e religioso que tais questões comportam.

O primeiro princípio que se sublinha é que a verdade não pode contradizer a verdade, ou seja, não pode haver um verdadeiro contraste ou conflito entre uma verdade de fé (ou revelada), e uma verdade de razão (ou seja, natural), porque as duas têm como origem a Deus. Em segundo lugar, sublinha-se que a Bíblia não tem uma finalidade científica, mas sim religiosa, pelo que não seria correto tirar conseqüências que possam implicar a ciência, nem a respeito da doutrina da origem do universo, nem enquanto a origem biológica do homem. Há que fazer, portanto, uma correta exegese dos textos bíblicos, como indica claramente a Pontifícia Comissão Bíblica em “A interpretação da Bíblia na Igreja” (1993). Em terceiro lugar, para a Igreja não há, em princípio, incompatibilidade entre a verdade da criação e a teoria científica da evolução. Deus poderia ter criado um mundo em evolução, o que em si não tira a causalidade divina, ao contrário pode enfocá-la melhor quanto a sua riqueza e virtualidade. Em quarto lugar, sobre a questão da origem do ser humano, poder-se-ia admitir um processo evolutivo com respeito a sua corporeidade, mas, no caso da alma, pelo fato de ser espiritual, requer-se uma ação criadora direta por parte de Deus, já que o que é espiritual não pode ser originado por algo que não é espiritual. Entre matéria e espírito, há descontinuidade. O espírito não pode fluir ou emergir da matéria, como afirmou algum pensador. Portanto, no homem, há descontinuidade com respeito aos outros seres vivos, um “salto ontológico”. Por último, e aqui nos encontramos ante o ponto central: o fato de ser criado e querido imediatamente por Deus é o único que pode justificar, em última instância, a dignidade do ser humano. Com efeito, o homem não é o resultado da simples casualidade ou de uma fatalidade cega, mas é o fruto de um desígnio divino. O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus, mais ainda, está chamado a uma relação de comunhão com Deus. Seu destino é eterno, e por isso não está simplesmente sujeito às leis deste mundo que passa. O ser humano é a única criatura que Deus quis para si mesmo, é fim em si, e não pode ser tratado como meio para alcançar nenhum outro fim, ou muito nobre que possa ser ou parecer.

- É necessário, portanto, uma antropologia adequada que tenha em conta tudo isto e que dê razão do ser humano em sua integridade.
- Sobre o tipo de relação que a Igreja promove com o mundo da ciência, João Paulo II disse: “A colaboração entre religião e ciência converte-se em ganância uma para a outra, sem violar de nenhum modo as respectivas autonomias”.

- Qual é o pensamento de Bento XVI sobre criação e evolução?
- É evidente que não nos encontramos ante uma alternativa tal como “criação ou evolução”, mas ante uma articulação. Em uma série de homilias sobre os primeiros capítulos do Gênesis, o então arcebispo de Munique, o cardeal Joseph Ratzinger, escreveu em 1981: “A fórmula exata é criação e evolução, porque as duas coisas respondem a duas questões diversas. O relato do pó da terra e do alento de Deus não nos narra em efeito como se originou o homem. Diz-nos o que é o homem. Fala-nos de sua origem mais íntima, ilustra o projeto que está detrás dele. Vice-versa, a teoria da evolução tenta definir e descrever processos biológicos. Não consegue ao contrário explicar a origem do “projeto” homem, explicar sua proveniência interior e sua essência. Encontramo-nos portanto ante duas questões que se complementam, não se excluem”.

Ratzinger fala do caráter racional da fé na criação, que continua sendo, ainda hoje, a melhor e mais plausível das hipóteses.

Com efeito, continua dizendo o texto e Ratzinger, “mediante a razão da criação, Deus mesmo nos olha. A física, a biologia, as ciências naturais em geral nos proporcionaram um relato novo da criação, inaudito, com imagens grandiosas e novas, que nos permite reconhecer o rosto do Criador e nos faze saber de novo: sim, no princípio e no fundo de todo o ser está o Espírito Criador. O mundo não é o produto da escuridão e do absurdo. Provém de uma inteligência, de uma liberdade, de uma beleza que é amor. Reconhecer isto nos infunde o valor que nos permite viver, que nos faz capazes de enfrentar confiantes a aventura da vida”.

É significativo que, em sua homilia de início de seu ministério petrino, o papa Bento XVI tenha dito: “Não somos o produto casual e sem sentido da evolução. Cada um de nós é o fruto de um pensamento de Deus. Cada um de nós é querido, cada um é amado, cada um é necessário”.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Carpeaux

Depois de grande demora, finalmente o segundo volume dos Ensaios Reunidos do Carpeaux sai do forno. Aqui e abaixo estão as provas, para ninguém duvidar.

No ano em que se celebra o 105º aniversário de Otto Maria Carpeaux, a Editora da UniverCidade e a Topbooks estão lançando a segunda parte de seus Ensaios Reunidos, desta vez com artigos de jornal, inéditos em livro, e mais três prefácios.

O Volume I do projeto, editado em 1999, reuniu em 928 páginas os artigos de Carpeaux recolhidos em livro, de A Cinza do Purgatório (1942) até Livros na Mesa (1978).

Com 942 páginas, este Volume II — que tem substancioso prefácio do poeta, tradutor e críitico literário Ivan Junqueira, presidente da Academia Brasileira de Letras — traz 205 artigos escritos entre 1946 e 1969 para diversos jornais, sobretudo A Manhã, O Jornal e O Estado de S. Paulo, e prefácios a obras de Manuel Bandeira, Johann W. von Goethe e Ernest Hemingway.

Nos textos jornalísticos, o respeitado pensador e crítico escreve sobre filosofia, história, literatura, poesia, teatro, cinema, ficção científica, música clássica, ópera, artes plásticas, política e psicanálise, entre outros temas, com referências a mais de 2.600 pessoas, além de dezenas de personagens de obras literárias e musicais. Já os eruditos prefácios de Carpeaux se intitulam "Notícia sobre Manuel Bandeira" (1946), "Prefácio ao Fausto de Goethe" (1948) e "Vida, obra e glória de Hemingway" (1971).

Dentro do projeto de edição da Obra Completa do grande intelectual austríaco, já se encontra em produção o Volume III dos Ensaios Reunidos, com mais artigos de jornal e outros textos dispersos, e estamos terminando a reedição de sua alentada História da Literatura Ocidental.

Esperamos que Carpeaux mereça do público leitor de hoje o mesmo carinho, admiração e respeito que inspirou a toda a intelectualidade brasileira quando aqui chegou, fugindo do nazismo Agradecemos, antecipadamente, a atenção que puderem dar a essa ambiciosa parceria da Editora da UniverCidade com a Topbooks.

Também não vejo a hora de ver relançada a História da Literatura Ocidental: sempre que vou à casa do meu amigão Carlos, mexo naqueles volumes amarelados e de capas quase soltas na tentativa de adquirir todo aquele conhecimento por osmose, pois o pai dele jamais deixaria sair tamanha raridade de dentro de sua biblioteca.

sábado, dezembro 17, 2005

Uma despedida

Meu bom amigo Eduardo Levy decidiu colocar ponto final em seu blog - O Óbvio Ululante - e dar um tempo na política, pondo em prática o que planejara há tempos, “não saber sequer quem é o presidente”. Afinal, revoluções acontecem, povos surgem, atingem seu apogeu e são dizimados, ou seja, tempos de barbárie são inevitáveis. Ele concluiu que nada disso tem tanta importância quanto as alterações da alma.

Como a esquerda venceu em tudo, já que, ao enfrentá-la, estaríamos rebaixando-nos ao nível dela, politizando tudo também em vez de preocupar-nos com coisas mais importantes, Eduardo afirma que lhe surgiu a possibilidade de escolha entre ser investigador ou militante. Escolheu a primeira.

Eduardo também justifica seu afastamento com a introdução feita pelo Olavo de Carvalho aos Ensaios Reunidos do Carpeaux, que o marcou profundamente. Para ele, ter lido sobre a decadência intelectual daquele homem de inteligência sobrenatural por ter passado a dedicar-se à política quase o leva às lágrimas.

Pretensão? Até pode ser, mas ele considera a política muito pouco para si, no que devemos concordar. Mais uma vez, cita Olavo, no brilhante Reparando uma injustiça pessoal: "Um dos grandes teóricos da política no século XX foi Carl Schmitt. Ele se perguntou qual a essência da política, o que distingue a política de outras atividades, o que distingue a política da moral, do direito, da economia, etc. E ele diz o seguinte: quando um conflito entre facções não pode ser arbitrado racionalmente pela análise do conteúdo dos conceitos em jogo e quando, portanto, o conflito se torna apenas confronto nu e cru de um grupo de amigos contra um grupo de inimigos, isto se chama Política. Ora, é fácil você compreender que nesse sentido a definição de Schmitt inverte a definição de Clausewitz que diz que a guerra é uma continuação da política por outros meios. Schmitt descobriu, muito mais realisticamente, que a política é uma continuação da guerra par outros meios. Ora, durante toda a história humana existiu política mas havia outras dimensões e outras atividades que eram consideradas mais importantes. A religião era uma delas, mesmo os governantes se ocupavam mais de religião que de política. No século XIX, um homem chamado Napoleão Bonaparte descobre uma coisa terrível: a política, diz ele, é o destino inevitável dos tempos modernos. Tudo vai virar política e os homens não se ocuparão senão de política. Ele descobre a politização geral de tudo. E o que significa a politização geral? Significa que todos os conflitos já não poderão mais ser arbitrados pela análise dos conteúdos dos termos em questão, mas serão resolvidos sempre por um confronto de forças entre o grupo dos amigos e o grupo dos inimigos".

Eduardo, jovem e inteligente, tomou a decisão de deixar a política pura e simples a lesados, a Marxilenas. No entanto, mesmo abandonando a praga do mundo moderno prevista por Napoleão, ele continuará em um ringue. Eternamente. Um não, em vários, entre os que buscam a Verdade maior e os defensores da efemeridade, entre essência e aparência, cultura elevada e "orgânica", religiosos X ateus e agnósticos.

Em outras palavras, vejo o principal incentivador para que eu tivesse esse blog despedir-se do mundo virtual, nós perdermos artigos de qualidade, que transitavam naturalmente entre o pessoal e o universal, e ele ganhar ao considerar em sua vida a máxima "quereis fugir da baixa atualidade? Refugia-te no que nunca teve atualidade".

Enquanto escrevo essa homenagem ao meu amigo e considero sua decisão madura e acertada, ele segue seu planejamento e lê o que encontra sobre Fernando Pessoa, deparando-se com a seguinte frase no prefácio do Livro do Desassossego: "Este culto da Humanidade, com seus ritos de Liberdade e Igualdade, pareceu-me sempre uma revivescência dos cultos antigos, em que animais eram como deuses, ou os deuses tinham cabeça de animais".

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Adeus a Julián Marías


Morreu hoje um dos maiores pensadores do século XX, o filósofo espanhol Julián Marías, ainda pouco estudado no Brasil (obviamente). Artigos e informações dele podem ser encontrados nesse site e aqui também.

Marías era respeitado pelos grandes filósofos espanhóis: como se não bastasse ter sido discípulo de Ortega y Gasset, para sua História da Filosofia já citada nesse blog, o prólogo à primeira edição foi de ninguém menos do que Xavier Zubiri.

"Julián Marías, o notável filósofo espanhol, nasceu em Valladolid em 1914, tendo alcançado, em plena juventude, um lugar de destaque entre as novas gerações da Espanha e da América, atentas aos problemas da cultura, em particular aos que se referem à Filosofia, disciplina vocacional na vida e obra de Marías. Dominando os idiomas vivos de maior vigência atual e sendo um profundo conhecedor de línguas mortas, Marías, que percorreu em viagem triunfal de intercâmbio espiritual vários países da América do Sul, depois de ter ensinado numa universidade norte-americana, é um escritor de prosa concisa e clara, terminante, e ao mesmo tempo transido de tremor intelectual, no dizer e no interpretar."

(texto da capa do História da Filosofia)

Durou pouco

Serra venceria Lula nos dois turnos. Lasier Martins, jornalista gaúcho filiado ao PDT que é muito incitado a candidatar-se e venceria de lavada o governo do RS, não fala em outro assunto em seu programa de rádio, principalmente com a divulgação que, na região Sul, das "elite", PT teria mais de 60% de repúdio. Minha visão sobre o assunto já foi expressa em post de 9 de julho.

É, durou pouco minha pausa.

Pausa e planos


Por ora, por um dia, não importa quanto, basta de peStistas, abortistas (é proibido falar assim? Ora, dane-se!), chavistas, toda (má) sorte de satanistas que pesteiam o mundo. Afinal, menos de 24 horas separam-me das minhas férias totais. Portanto, hora de descansar, refletir, contemplar, ler, muitos filmes, longos telefonemas (bom, isso não mudará) e, planejo, atualizações mais freqüentes.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

A TODOS OS QUE COMPREENDEM O VALOR DA VIDA HUMANA

A votação do projeto de lei elaborado e proposto pela equipe do Governo, que LIBERA COMPLETAMENTE O ABORTO NO BRASIL, POR QUALQUER MOTIVO, DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ O NASCIMENTO, DURANTE TODOS OS NOVE MESES DA GRAVIDEZ, que deveria ter ocorrido na terça feira passada, dia 6 de dezembro, foi adiada para o dia seguinte, 7 de dezembro, e acabou não sendo votado.

Quando novamente era evidente que o projeto do governo seria derrotado, os deputados a favor do aborto, contando com o apoio evidente do presidente da Comissão, deputado Benedito Dias, pediram uma votação a fim de adiar a sessão.

Segundo o testemunho dos que estavam presentes, "quando era evidente que a votação seria ganha pelos que eram a favor da vida, os deputados a favor do aborto entraram com um requerimento para adiamento da sessão. A seguir, o deputado Benedito Dias, presidente da Comissão de Seguridade, tentou a primeira manobra: pediu que os deputados que fossem favoráveis ao requerimento de adiamento da votação permanecessem como estavam. Os parlamentares a favor da vida levantaram as mãos e com somente uma olhada geral, o presidente afirmou que o requerimento havia sido aprovado, sem fazer a contagem manual. Mas todos, deputados a favor da vida e demais personalidades presentes, começaram a se manifestar e a exigir a contagem. O Deputado Benedito teve que ceder. Enquanto os deputados foram votando, muitos foram acompanhando e anotando os votos. As pessoas que estavam presentes e anotando os votos chegaram, em sua maioria, a um resultado de 15x15. Após alguns instantes em que ele ficou somando os votos juntamente com uma secretária, anunciou que o resultado havia sido 16x15. [O próprio presidente Benedito Dias havia desempatado a votação acrescentando o seu voto]. Novamente, o tumulto foi geral e começou-se a pedir recontagem, mas o presidente rapidamente deu o requerimento por aprovado e encerrou a sessão. Os deputados a favor da vida ainda tentaram argumentar, mas o presidente e os deputados a favor do projeto começaram a sair rapidamente para esvaziar o plenário".

Embora todos os jornais brasileiros que estão cobrindo a votação estejam afirmando que o projeto somente voltará a ser discutido no ano de 2006, o noticiário da Câmara é inequívoco ao afirmar que "o projeto volta à pauta após duas sessões do Plenário" e que os deputados "querem tentar negociar mudanças no relatório da deputada Jandira Feghali".

AS ORGANIZAÇÕES A FAVOR DA VIDA NO BRASIL PENSAM QUE O MAIS PROVÁVEL É QUE A VOTAÇÃO SERÁ REPENTINAMENTE AGENDADA PARA TERÇA OU QUARTA FEIRA (13 OU 14 DE DEZEMBRO DE 2005) PELO DEPUTADO BENEDITO DIAS, COM MENOS DE 48 HORAS DE ANTECEDÊNCIA, COMO TEM SIDO FEITO ATÉ O MOMENTO. Caso no dia agendado houver uma presença pequena de deputados a favor da vida, a votação seria realizada imediatamente. Este tipo de estratégia já foi utilizada várias vezes no Parlamento brasileiro em anos passados para aprovar legislação contra a vida humana, porém agora a vigilância sobre o andamento do projeto está cerradíssima. O site da Câmara informa que o projeto de lei 1135/1991 que legaliza o aborto está há vários dias entre os cinco mais consultados do portal do Parlamento. Milhares de pessoas no Brasil e no mundo estão vigiando com evidente preocupação, dia e noite, todos os passos dos deputados. Eu mesmo estou recebendo diariamente centenas mensagens pedindo informações não só dos países culturalmente próximos do Brasil, como Argentina, Portugal e Itália, mas até de pessoas de que nunca havia ouvido falar, de países como Austrália, Nova Zelândia, Suécia, Lituânia e vários outros semelhantes.

Além disso, sábado passado, 3 de dezembro, no interior do Estado de São Paulo, foi realizado um congresso contando com a participação de cerca 50 organizações a favor da vida de diversos estados brasileiros, entre grupos pro vida, estações de rádio, gestores de internet, representantes oficiais de várias igrejas e comunidades religiosas, em que foram discutidos os meios de divulgar para todo o Brasil os nomes e os partidos dos parlamentares que votarão a favor deste hediondo projeto. Os representantes destas organizações contam com centenas de pessoas que estão informadas e acompanhando todos os detalhes do que está acontecendo na Câmara dos Deputados.

A relatora, deputada Jandira Feghali, modificou o projeto original proposto pela equipe do Governo Lula, reduzindo sua redação de nove para somente três artigos. Do projeto anterior conserva apenas o seu nono, último e principal artigo, aquele que despenaliza COMPLETAMENTE O ABORTO, POR QUALQUER MOTIVO, DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ O NASCIMENTO, DURANTE TODOS OS NOVE MESES DA GRAVIDEZ. No novo projeto, passou a ser o primeiro e praticamente único artigo relevante.

O texto do novo projeto pode ser encontrado no seguinte endereço: http://www.camara.gov.br/sileg/integras/361368.htm

O novo projeto estabelece, neste que agora é o seu primeiro e único artigo essencial, QUE JÁ EXISTIA NO PROJETO ANTERIOR, que serão, simplesmente, revogados:

A. O artigo 124 do Código Penal, que criminaliza a mulher que praticar aborto em si mesma ou consente que outrem lho provoquem;

B. O artigo 126 do Código Penal, que criminaliza o médico que provocar um aborto com o consentimento da gestante;

C. o artigo 127 do Código Penal, que aumenta a pena a ser aplicada ao médico que provoca aborto quando a gestante sofre lesão corporal de natureza grave ou sobrevém a morte.

D. o artigo 128 do Código Penal, que não pune o aborto em casos de estupro.

Revogando o artigo 124 do CP, deixará de existir o crime de aborto, PARA QUALQUER CASO, QUANDO PRATICADO PELA PRÓPRIA GESTANTE. Revogando o artigo 126 do Código Penal, deixará de existir o crime de aborto, PARA QUALQUER CASO, QUANDO PRATICADO PELO MÉDICO COM O CONSENTIMENTO DA GESTANTE. TODOS OS ABORTOS, EXCETO QUANDO PRATICADOS SEM O CONSENTIMENTO DA GESTANTE, DEIXARÃO DE SER CRIME, INDEPENDENTE DE QUALQUER MOTIVO E DO TEMPO GESTACIONAL DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ O MOMENTO DO PARTO.

O artigo 128, que não punia o aborto apenas em casos de estupro, será revogado por perder sua razão de existir.

Até o dia 28 de novembro, a impressão era de que a maioria dos parlamentares iria posicionar-se a favor do projeto da legalização do aborto. Mas em 29 de novembro, já na véspera da primeira data anunciada de votação, foi possível constatar que a grande maioria dos deputados considerados indecisos ou pelo menos de posicionamento desconhecido, com uma clara exceção para o próprio presidente da Comissão, o deputado Benedito Dias, que parece favorecer o projeto, haviam decidido votar a favor da vida.

Os motivos que pesaram nesta reviravolta foram, mesmo apesar de estar sendo ocultado tanto pelo governo como pela imprensa em geral, que o projeto PREVÊ A LIBERALIZAÇÃO TOTAL DO ABORTO DURANTE TODOS OS NOVE MESES DA GRAVIDEZ, as contundentes manifestações que tem havido em favor da vida provenientes de todos os setores da sociedade brasileira e também do exterior.
Ao mesmo tempo, uma multidão surpreendente de e-mails, faxes e telefonemas recebidos pelos deputados federais provenientes do Brasil e de muitas partes do mundo, vindas de pessoas que estão acompanhando com grande preocupação o posicionamento dos Parlamentares brasileiros.

PEDIMOS QUE, ATÉ QUE A VOTAÇÃO NÃO SE REALIZE, CONTINUEM ENVIANDO E-MAILS E FAXES AOS DEPUTADOS. MAIS IMPORTANTE AINDA É QUE TELEFONEM DE VIVA VOZ AOS DEPUTADOS DA COMISSÃO, PRINCIPALMENTE ÀQUELES QUE CONSTAVAM NA LISTA DOS INDECISOS.

MUITAS PESSOAS ESTÃO TELEFONANDO AOS PARLAMENTARES. OS DEPUTADOS E/OU SEUS ASSESSORES ESTÃO VERDADEIRAMENTE PREOCUPADOS COM OS RUMOS QUE ESTE PROJETO ESTÁ TOMANDO E OUVINDO COM ATENÇÃO QUEM OS CONTATA COM INTELIGÊNCIA E EDUCAÇÃO.

Na penúltima semana de novembro, a Frente Parlamentar em Defesa da Vida, presidida pelo Deputado Federal Luiz Bassuma, que conta com a adesão de 70 parlamentares da atual legislatura, divulgou os nomes dos deputados da CSSF que se haviam posicionado a favor da vida, a favor do aborto e os que ainda não se haviam posicionado. Segundo a Frente, entre os titulares da CSSF havia até a penúltima semana de novembro 11 deputados indecisos ou de posição desconhecida, 12 que já haviam se manifestado publicamente a favor do aborto e 7 com um histórico claro de posicionamentos a favor da vida.

OS INDECISOS OU DE POSIÇÃO DESCONHECIDA ERAM: Antonio Joaquim, Arnaldo Faria de Sá, Benjamin Maranhão, Dr. Benedito Dias, Geraldo Thadeu, Manato, Nilton Baiano, Rafael Guerra, Remi Trinta, Thelma de Oliveira e Zelinda Novaes

OS A FAVOR DO ABORTO ERAM: Darcísio Perondi, Dr. Francisco Gonçalves, Dr. Ribamar Alves, Dr. Rosinha, Guilherme Menezes, Henrique Fontana, Jandira Feghali, Jorge Alberto, Laura Carneiro, Roberto Gouveia, Suely Campos e Teté Bezerra

OS A FAVOR DA VIDA ERAM: Almerinda de Carvalho, Amauri Gasques, Angela Guadagnin, Durval Orlato, Elimar Máximo Damasceno, José Linhares, Reinaldo Gripp.

A Frente Parlamentar já manifestou que, em conjunto com diversas entidades públicas em todo o Brasil, várias das quais estiveram presentes no Congresso de São Paulo, irão divulgar amplamente a lista dos deputados que votarem a favor deste PROJETO QUE LEGALIZA O ABORTO ATÉ O MOMENTO DO NASCIMENTO.

O CARÁTER HEDIONDO DESTE PROJETO É EVIDENTE PARA QUALQUER PESSOA QUE SEJA CAPAZ DE UM MÍNIMO DE COERÊNCIA. Qualquer pessoa que já esteve em uma maternidade e teve a oportunidade de segurar em seus braços uma criança recém nascida, sabe muito bem o que significa uma criança aos nove meses. São inumeráveis os que tiveram esta experiência com o seu próprio filho ou o seu próprio neto. Não há nenhuma pessoa de mente sadia que possa alimentar a menor dúvida que a mulher que entregasse aquele recém nascido ao médico que fez o parto e lhe pedisse que interrompesse a sua vida não estaria exercendo nenhum direito reprodutivo da mulher, mas cometendo um assassinato. Não se trata de um eufemismo, é a exata realidade, tal como todos os brasileiros, de todas as classes, a entendem. O que é inacreditável é que seja exatamente isto o que o projeto elaborado pela Comissão Tripartite, organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pretende: PERMITIR O ABORTO EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA E POR QUALQUER MOTIVO, DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ O MOMENTO DO PARTO. NÃO SE PODE DAR A ESTE PROJETO OUTRO NOME SENÃO A LEGALIZAÇÃO DO ASSASSINATO, e todo o mirabolante trabalho organizado pela imprensa brasileira para esconder este fato dos seus leitores, que está sendo acompanhado pelos meios informais de comunicação por uma imensa e rapidamente crescente multidão de pessoas em todo o mundo, somente está servindo para desmoralizá-la diante do público nacional e internacional.

Queremos expressar aqui nosso agradecimento a todos os que estão recebendo esta mensagem e ajudando a multiplicá-la por todo o mundo. Agradecemos com a mais profunda comoção a todos pelo evidente e grandíssimo bem que estão ajudando a fazer.

O EXTRAORDINÁRIO TRABALHO DE CADA UM ESTÁ IMPEDINDO EFETIVAMENTE QUE UM GENOCÍDIO INTERNACIONALMENTE PLANEJADO SE ESTENDA PARA TODA A AMÉRICA LATINA.

Alberto R. S. Monteiro

Projetos TAMAR e MATAR


Desde 1980, o Projeto Tamar protege a vida das tartarugas marinhas. É um esforço louvável em prol da vida. Nas áreas de desova, são monitorados 1.100 km de praias todas as noites durante os meses de setembro a março, no litoral, e de janeiro a junho, nas ilhas oceânicas, por pescadores contratados pelo TAMAR. São chamados tartarugueiros, estagiários e executores de bases. São feitas a marcação e a biometria das fêmeas, a contagem de ninhos e ovos. A cada temporada, são protegidos cerca de catorze mil ninhos e 650.000 filhotes.

Se alguém destruir algum desses ninhos ou apenas um único ovo de tartaruga, sim, unzinho só, comete crime contra a fauna, espécie de crime contra o meio ambiente (Lei nº 9.605/93).

Já, na Câmara dos Deputados, tramita o importante Projeto de lei nº 1.135/91 que pretende legalizar o aborto do nascituro, em qualquer fase, até o nascimento. Sim, até o nascimento, porque apesar de o substitutivo falar em direito ao aborto até a 12ª semana, o seu último artigo revoga os artigos 124, 126, 127 e 128 do Código Penal, ou seja, é um verdadeiro Projeto Matar. A decretação da morte sem culpa do ser humano em um momento de maior fragilidade, sem que se lhe dê o direito à defesa, é um dos maiores absurdos que esta “civilização” pode perpetrar.

Digo absurdo, mas poderia dizer burrice cavalar, má-fé assassina, egoísmo desenfreado, hedonismo perverso, eugenia imperial e vai por aí.

Não será preciso estudar embriologia para saber que, desde 1827, graças a Karl Ernest von Baer, ficou assentado que, a partir da concepção, existe uma nova vida. Uma criança em sua simplicidade e pureza encanta-se com as novas vidas que estão nos ovos das tartarugas tão protegidos nos ninhos pelo Projeto Tamar, encanta-se ao saber que em breve virá à luz seu irmãozinho ou irmãzinha, ainda no ventre materno.

Mas não importa a ciência, não importa o direito, não importa o encanto de uma nova vida. Importa a frustração, o medo do sofrimento, em geral, futuro, os traumas, a perfeição eugenista, a liberdade de matar o próprio filho ainda no ventre.

Quando uma “civilização”, em nome da liberdade e do puro positivismo jurídico, sobrepõe a liberdade ao direito à vida, tem início um perigoso processo. Esse filme nós já assistimos no século XX. A maioria decidindo quando, como e em que circunstância uma minoria pode morrer. É a liberdade para o holocausto. Se o seu país não quiser, não o faça, mas não impeça que outros o façam. Em Nuremberg, todos se defenderam escudados no direito positivo. É por isso que o Papa João Paulo II sentenciou, em seu último livro, que o direito à vida é um limite da democracia.

O Projeto nº 1.135/91, que legaliza o aborto, é inconstitucional, pois, atropela o princípio da inviolabilidade da vida, prescrito pelo artigo 5º da Constituição Federal, ao legalizar o assassinato de crianças no ventre da mãe. É, reitero, um verdadeiro Projeto Matar. Mas, dirão os defensores do aborto: a ciência não sabe quando começa a vida. Respondo: é imprescindível comunicar o Projeto Tamar desse fato, assim, não será preciso gastar tanto dinheiro do contribuinte à toa, defendendo ovos de tartaruga. Será necessário descriminalizar o aborto de ovos de tartaruga. Será que alguém terá, ainda, a coragem de me objetar que, no caso das tartarugas, é diferente porque elas não têm liberdade de escolha? Então, viva a liberdade!

Cícero Harada - Advogado, Procurador do Estado de São Paulo, Conselheiro da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), Presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia-OAB/SP

domingo, dezembro 11, 2005

Com a palavra, o Papa


Em vastas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo caminha igualmente sem Ele. Mas existe, ao mesmo tempo, também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. É espontâneo exclamar: não é possível que esta seja a vida! Deveras, não.
Papa Bento XVI no momento da homilia, em missa celebrada 21 de agosto.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Capitalistas passarão, comunistas passarinho



ROMA (AIF) - Desde um certo tempo chegou em Roma, na redação da Agenzia FIDES, cópia desta "Ordem secreta" do Ofício N° 106, enviado pelo Partido comunista chinês aos seus membros residentes no exterior. O "Congresso da China Patriótica" em Pequim, a traiçoeira perseguição organizada contra os católicos fiéis a Roma, mostram que a tática prescrita pelo Ofício N° 106 é seguida à risca na China continental.

"Ordem secreta de 12 de fevereiro de 1957, do Ofício N° 106 – O Catolicismo e o protestantismo são duas organizações a serviço da espionagem e do imperialismo capitalista. Tais organizações se esforçam em penetrar no seio do Partido para usufruir e oprimir o povo. Estas Igrejas, estabelecidas em todas as cidades do mundo, semeiam por toda parte o veneno de suas doutrinas para combater o socialismo comunista.

Eis porque, seguindo as diretrizes dos chefes do Partido, nossos camaradas devem encontrar meios de penetrar no próprio coração de cada igreja, pôr-se a serviço da nova organização de polícia secreta, desenvolver uma grande ação no seio de todas as obras eclesiásticas, desencadear um ataque de grande envergadura, empenhar-se a fundo, Invocando até o auxílio de Deus, e, para conseguir formar uma frente única, servir-se do encanto e do poder de sedução do sexo feminino. Em conseqüência, para atingir esse fim, para dividir as igrejas internamente e opor umas às outras as diversas organizações religiosas, o órgão do Partido baixou as nove disposições seguintes:

1) Os camaradas devem introduzir-se nas escolas estabelecidas por essas igrejas e contaminadas por suas doutrinas, devem eles espionar os reacionários para poder informar todos seus movimentos; devem misturar-se aos estudantes, fazer próprios os seus sentimentos, conseguindo, assim, conhecer as atividades regionais, vigiando-as e, pouco a pouco, inserir-se em todos os setores da atividade eclesiástica;

2) Cada camarada deve procurar tornar-se, pelo Batismo, membro da Igreja e assim, sob esta máscara enganadora, inscrever-se na Legião de Maria ou, se se trata de protestantes, entrar para fazer parte da organização dos “Cruzados”. Uma vez feito isto, todos deverão desenvolver uma atividade de grande envergadura, servindo-se de belas frases para emocionar e atrair os fiéis. Poderão fazer também melhor procurando dividir profundamente as diversas categorias de fiéis, inclusive fazendo apelo ao amor de Deus e defendendo a causa da paz. Assim atuando, eles destruirão a venenosa propaganda do imperialismo opressor;

3) Nossos camaradas deverão assistir a todos os serviços religiosos e, afavelmente, cortesmente, servindo-se com inteligência dos meios mais diversos, unir-se-ão ao Clero para espionar a sua atividade;

4) As escolas fundadas e dirigidas pelas Igrejas constituem um campo ideal para a nossa penetração. Aparentando a maior benevolência, os ativistas de nossa organização devem aplicar esta dupla lei: “cativar o inimigo para suprimir o inimigo”. Deverão tornar-se simpáticos para estreitar a amizade com os diretores, professores e estudantes para o fim de dominá-los, aplicando o princípio: “divide et impera”. Além disso, devem procurar estabelecer contatos com os chefes das famílias dos alunos, para reforçar o trabalho de base da revolução e desenvolver todas nossas atividades secretas;

5) Devem tomar iniciativas em todas as atividades, infiltrar todas as instituições da Igreja, ganhar a simpatia dos fiéis e, desse modo, poderão conseguir introduzir-se na direção da própria Igreja;

6) Atendo-se às normas do Partido, a célula poderá atingir a meta que lhe foi fixada, ou seja, penetrar em todas as organizações eclesiásticas, promover a ação pela paz, permitindo ao Partido exercitar a sua influência em todos os campos;

7) Os camaradas ativistas devem ter espírito de iniciativa, descobrir os pontos fracos da organização eclesiástica, explorar as divisões, neutralizar o veneno religioso e eclesiástico, lançando o nosso contraveneno, e fazer quanto seja possível para explicar as nossas linhas de combate;

8) Baseando-se nesse principio de ferro “Esmagar o inimigo servindo-se dele próprio”, cumpre procurar persuadir um ou outro membro eminente da Igreja de vir à China e facilitar-lhe as autorizações e documentos necessários. Para tal ação falsa e secreta nos ajudará a atingir nosso fim, dado que esse homem eminente nos revelará a verdadeira fisionomia e a verdadeira situação da Igreja."
AGENZIA INTERNAZIONALE FIDES (AIF) - 25 gennaio 1958 - N. 527

A notícia transcrita abaixo, de 2004, comprova a explícita continuidade da aplicação das normas divulgadas 46 anos antes:

A agência de notícias católica Asianews denunciou ontem, na Cidade do Vaticano, que as autoridades da República Popular da China iniciaram uma campanha para obrigar todos os bispos católicos a se submeterem ao Partido Comunista Chinês e não obedecer ao papa. A Asianews acrescentou que, embora as autoridades chinesas desmintam ter prendido o bispo de Xuanhua, dom Zhao Zhendong, de 84 anos, e garantirem que ele participou ‘‘voluntariamente’’ de um curso a respeito de política religiosa na China, ‘‘essas prisões voluntárias são de fato verdadeiros seqüestros de pessoas desarmados com a pretensão de pretender doutrinar e convencer a entrar na Associação Católica Patriótica’’, igreja cismática controlada pelo PC.

A agência missionária acrescentou que as autoridades chinesas propõem uma vida fora da clandestinidade, com tranqüilidade e ajuda econômica aos bispos e sacerdotes em comunhão com Roma, que não reconhecem a Associação Católica Patriótica. Em troca, pedem uma ‘‘submissão’’ ao governo comunista chinês.
Nos últimos meses, o Vaticano já protestou três vezes contra a detenção de bispos fiéis a Roma. A mais recente foi em 23 de junho, quando o porta-voz da Santa Sé, monsenhor Joaquín Navarro Valls, considerou ‘‘inconcebível’’ que um Estado de Direito transgrida direitos das pessoas, entre eles o da liberdade religiosa.

Navarro Valls disse que, desde 27 de maio, não havia notícias do bispo de Xuanhua. Ele denunciou também que o bispo de Xiwanzi ‘‘esteve sob custódia’’ de 2 a 12 deste mês, e que o de Zhengding, dom Jia Zhiguo, foi detido pelas autoridades chinesas durante cinco dias. Para restabelecer relações com o Vaticano, Pequim exige que a Santa Sé rompa relações diplomáticas com Taiwan e pare de ‘‘interferir’’ nos assuntos internos da China. Atualmente, existem na China entre oito e 10 milhões de católicos, divididos entre as duas igrejas (a Patriótica e a Romana).
(China quer submeter a Igreja Católica ao partido comunista)

Para notícia ainda mais atual sobre a terra prometida, leia "ONU denuncia tortura disseminada na China".

É, há quem acredite em Papai Noel, em Marx, duendes e em uma provável democracia chinesa em breve (sem afirmar quando, é bem verdade), esquecendo das milhares de execuções anuais, da falta de liberdade, do tamanho e da ideologia estatal, motivados pelas taxas de crescimento econômico, aumento do PIB, mão-de-obra baratíssima e abundante, mesmo que a renda per capita dos chineses seja irrisória, bem menor do que a do "país com maior desigualdade social do planeta". Enfim, todos devidamente iludidos pelo "capitalismo comunista" chinês, a união entre livre mercado e rígido marxismo.

Gradualmente, a China avança. Não mudou sua estrutura, seus alicerces, salvo a abertura ao capital internacional, "para capitalista ver", e assumiu o que estudiosos comprovam: é preciso altas doses de liberalismo econômico para prover o gigantesco Estado comunista, que, a partir disso, garante seu domínio e permanência ideologicamente, seja por desinformação, ou por repressão. Empresários e investidores são gananciosos e imediatistas, querem lucro, números e resultados para ontem, o que não é um problema em si, vindo a ser quando ignoram
a máxima de Lenin: "a burguesia tece a corda com a qual será enforcada". Enquanto isso, os comunistas estão lá, maquiavelicamente organizados, sem perder de vista princípios de mais de meio século, como os citados combates à religião, para submeter qualquer força individual de resistência, e sem descuidar da prática de teorias leninistas através de ilusionismo, de mostrar o que a platéia quer ver, a fim de atrair bons olhos, investimentos, ganhando tempo até fortalecer-se para, muito provavelmente, atacar.

É por essas e outras que quase estou convencida de que tanto esforço em qualificar toda e qualquer nação como democrática ou prestes a tornar-se uma, venha do fato de estarem dando um novo sentido ao prefixo demo dessa tão almejada forma de governo.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Mais sobre o futuro de Dirceu (e do país)


José Rainha, um dos líderes do MST em São Paulo, disse que, numa conversa com ele, o agora ex-deputado José Dirceu afirmou que vai se dedicar aos movimentos sociais, pois estaria “com saudade do seu tempo de militância revolucionária”. Segundo Rainha, Dirceu teria lhe manifestado interesse em “lutar junto com o povo” e foi convidado para atuar com o MST no Pontal do Paranapanema, região com o maior número de conflitos fundiários em São Paulo. Na entrevista coletiva que concedeu nesta quinta, o ex-deputado afirmou realmente pretender atuar no movimento social. Rainha disse que ligou para Dirceu nesta quinta para se solidarizar. “Queria desejar solidariedade a ele, pois nós dois somos perseguidos. A extrema direita, como não pode pôr a gente no cemitério, nos quer na cadeia”, afirmou o dirigente do MST, que até terça-feira era foragido da Justiça. Ele teve sua prisão decretada depois de ter sido condenado a dez anos por invasão de terras, formação de quadrilha e crimes contra a incolumidade pública, entre eles o incêndio de uma fazenda invadida. Na terça, ele obteve uma liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que possa recorrer à decisão em liberdade.
http://www.primeiraleitura.com.br/auto/index.php

O deputado José Dirceu (PT-SP) teve o mandato cassado nesta quarta-feira e ficará inelegível até 2016, quando terá 70 anos. Sua luta contra a cassação durou meses. Incluiu ofensivas jurídicas e parlamentares. Nesse tempo, ele também empreendeu uma campanha vigorosa para conquistar a opinião pública. Sua causa aparente, que nasceu perdida, era preservar o mandado e o direito de continuar disputando eleições. A causa oculta pela qual ele lutou foi migrar da condição de emblema da esquerda para a de mito de resistência. Mas, de fato, ele leva o trunfo de aparente vítima de forças ocultas para o interior do PT, na tentativa de reconstruir a sigla. A sessão histórica na Câmara, tantas vezes protelada, acabou por ser menos grandiosa que a encomenda. O ex-ministro fez um discurso longo, mas os colegas decidiram abreviar a cerimônia, desistindo de pronunciamentos, para apressar a votação. O quórum foi bastante elevado: 501 deputados presentes. Dirceu foi cassado por quebra de decoro parlamentar. Seus colegas entenderam que ele teve participação, quando ministro-chefe da Casa Civil, no milionário esquema de formação de uma base aliada para o governo Lula. Para a maioria da Câmara, partidos e políticos foram atraídos para a base governista em troca de comprovados repasses de dinheiro das empresas de Marcos Valério, que agia em cumplicidade com o PT.
Reuters

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Momento "antes tarde do que nunca"


Finalmente, José Dirceu desceu (perdão pelo trocadilho) de seu trono no Olimpo nacional e vai aproveitar para viajar a descanso durante dois meses pelos EUA, a partir do próximo dia 6. Estranho, lá é tão pavoroso...

O problema é que, quando retornar, passará a agir tal qual um rato sorrateiro - que sempre foi -, só que ainda mais pela escuridão, pelas entranhas do sistema contra o qual ele sempre jurou lutar de todas as formas, principalmente as ilícitas, para corromper e subjugar. Já vai tarde, é verdade, mas não para muito longe, a não ser de nossos olhos.

noite_interminavel
Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado, é um hábito. (Aristóteles)


Na medida em que você se desliga do espírito daquela era, está ligado ao espírito de todas as eras. Isto quer dizer que, de fato, na constituição do próprio indivíduo, já está dada toda a dialética entre o mundo do sensível ou da temporalidade e o mundo da eternidade. (Olavo de Carvalho)


Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. (Hermann Hesse)


Quanto menos um sujeito entende a religião, mais se prontifica a modificá-la, isto é, a reduzi-la às dimensões da sua própria falta de consciência. Uma concepção evolutiva da religião mostra apenas incapacidade de conceber alguma coisa acima da esfera temporal. O "senso da eternidade" é apenas o primeiro grau da consciência religiosa. (Olavo de Carvalho)


Quando os homens já não acreditam em Deus, não é que não acreditem em mais nada: acreditam em tudo. (G. K. Chesterton)


Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. (Edmund Burke)


Experiência não é o que acontece com o homem; é o que o homem faz com o que lhe acontece. (Aldous Huxley)


Pode-se enganar todo mundo durante algum tempo, e certas pessoas durante todo o tempo, mas não se pode enganar todo o mundo todo o tempo. (Abraham Lincoln)


Faça aparecer o que sem você não seria talvez jamais visto. (Robert Bresson)


Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola. (Albert Einstein)


Todos estamos na sarjeta, mas alguns de nós estão olhando as estrelas. (Oscar Wilde)


Qualquer pessoa que não seja inteiramente imbecil ou imbecilizada pelo jogo literário de entes de razão sabe que existe, no mundo inteiro, uma guerra revolucionária com o objetivo de massificar o homem e de apagar nas almas os últimos lampejos das saudades de Deus. Os marxistas desempenham papel de desta­que, e os judeus marxistas ou filocomunistas trazem para esta causa todo o furor que lhes vem da antiga grandeza. (Gustavo Corção)