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Liberdade na internet ameaçada: divulguem!


Que não é novidade para ninguém a intenção peStista de amordaçar a imprensa, por meio do agora adormecido Conselho Federal de Jornalismo, todos sabem (pretendo remexer nesse assunto em breve). Entretanto, quando as mudanças na livre circulação de informações surgem em caráter internacional, impositivo, decididas em uma enigmática Cúpula, para atender reivindicações das saudáveis democracias chinesa, iraniana, saudita e do nosso (des)governo, é, no mínimo, de arrepiar os cabelos.
Minha amiga Norma Braga, do Flor de Obsessão, após excelente abordagem em exaustiva cobertura dos trágicos e preocupantes eventos das últimas semanas na França, toma l'avant-garde ao mobilizar o universo blogueiro em nome da não sujeição à servidão, em nome da liberdade. Abaixo, transcrevo post de ontem, 16/11, com seu apelo e os motivos para tal:

De acordo com as informações que postei aqui, a internet é gerida por um grupo privado na Califórnia, sem fins lucrativos, em cujas decisões o governo americano não dá nenhum pitaco. Quem está descontente com isso - ou seja, quem é interneteiro assumido e acha que a gerência dos EUA é impositiva ou favorece o país de alguma maneira -, levante a mão!

Ninguém? Ok, certo. Maravilha.

Pena que não é a opinião de um negócio que ninguém sabe ainda para que serve, chamado Cúpula Mundial para a Sociedade da Informação, da qual o Brasil é membro ativíssimo, que quer porque quer tirar os EUA do gerenciamento das páginas eletrônicas internacionais. Eles têm se reunido para isso. Com que finalidade, devemos nos perguntar?

Eles aprovaram na noite desta terça-feira a criação do Fórum de Governança da Internet. O governo brasileiro com tudo na brincadeira: o representante da Casa Civil da Presidência da República, André Barbosa, segundo o Globo online, "qualificou a aprovação como uma grande vitória" - para quem, cara pálida?

Quem mais está dentro? Eu já disse aqui, mas convém repetir: tão ativos como o Brasil, estão a China, o Irã, a Arábia Saudita. Quais desses três países permite o acesso livre, sem restrições, dos usuários aos conteúdos da internet? Nenhum deles. Eu gostaria, mui sinceramente, que alguém me explicasse em detalhes - a mim e à nação brasileira - o que vai acontecer se o controle mundial da internet sair das mãos de um país democrático, que até agora não tem dado problema nenhum quanto à liberdade de ir e vir no espaço virtual, para se submeter a um grupo de países antidemocráticos e que restringem tal liberdade. O senhor André Barbosa precisa nos explicar o que o Brasil está fazendo em tão excelente companhia tratando desse assunto. Bom, para não ser injusta, devo acrescentar que a Índia também está entre esses países (mas não nos esqueçamos que a internet lá ainda é só basicamente para ricos anglófonos) e a União Européia deu seu derradeiro apoio à criação do Fórum.

O Brasil parece mesmo ser um país muito empenhado na questão: ainda segundo a notícia do Globo de hoje, partiu de brasileiros a reivindicação de que a convocação do fórum se dê pelo secretário-geral da ONU. Explicações para isso não são dadas. E o representante da Anatel, José Bicalho, explica que "o Fórum terá moldes bem parecidos com o que aplicamos no comitê brasileiro de gestão da internet, como a participação livre da sociedade civil". Explica? Bom, para mim, não parece estar muito explicado, não. "Participação livre da sociedade civil" parece soar tão esquisito como Emir Sader falando de uma "gestão multilateral da internet, transparente e democrática, com a plena participação dos governos, do setor privado e de organizações civis". Ah. Sociedade civil e governo. Entendi.

Depois dizem que a tendência para o totalitarismo seguida por este governo é pura ilusão. Mentira. Ele quer estender tentáculos para todos os lados. Este post é um alerta a todos os que detestam a intervenção governamental excessiva e sobretudo prezam sua liberdade. Divulgue onde e como puder.

noite_interminavel
Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado, é um hábito. (Aristóteles)


Na medida em que você se desliga do espírito daquela era, está ligado ao espírito de todas as eras. Isto quer dizer que, de fato, na constituição do próprio indivíduo, já está dada toda a dialética entre o mundo do sensível ou da temporalidade e o mundo da eternidade. (Olavo de Carvalho)


Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. (Hermann Hesse)


Quanto menos um sujeito entende a religião, mais se prontifica a modificá-la, isto é, a reduzi-la às dimensões da sua própria falta de consciência. Uma concepção evolutiva da religião mostra apenas incapacidade de conceber alguma coisa acima da esfera temporal. O "senso da eternidade" é apenas o primeiro grau da consciência religiosa. (Olavo de Carvalho)


Quando os homens já não acreditam em Deus, não é que não acreditem em mais nada: acreditam em tudo. (G. K. Chesterton)


Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. (Edmund Burke)


Experiência não é o que acontece com o homem; é o que o homem faz com o que lhe acontece. (Aldous Huxley)


Pode-se enganar todo mundo durante algum tempo, e certas pessoas durante todo o tempo, mas não se pode enganar todo o mundo todo o tempo. (Abraham Lincoln)


Faça aparecer o que sem você não seria talvez jamais visto. (Robert Bresson)


Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola. (Albert Einstein)


Todos estamos na sarjeta, mas alguns de nós estão olhando as estrelas. (Oscar Wilde)


Qualquer pessoa que não seja inteiramente imbecil ou imbecilizada pelo jogo literário de entes de razão sabe que existe, no mundo inteiro, uma guerra revolucionária com o objetivo de massificar o homem e de apagar nas almas os últimos lampejos das saudades de Deus. Os marxistas desempenham papel de desta­que, e os judeus marxistas ou filocomunistas trazem para esta causa todo o furor que lhes vem da antiga grandeza. (Gustavo Corção)