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A elite, o povo e os inocentes criminosos

Acusaram e, automaticamente, julgaram entre si, sem a menor possibilidade de defesa. O veredicto: condenação perpétua de uma criminosa onipresente, mas que ninguém é capaz de provar sua existência. O nome da ré: elite. A impressão é de que se trata de uma espécie de maçonaria, uma sociedade secreta de poderosas mentes maquiavélicas responsáveis, sob nossas vistas, por todos os históricos problemas da nação. Recentemente, ela, ao mesmo tempo, foi a culpada pelo lamaçal do Partido dos Trambiqueiros e pela queda de Severino Cavalcanti (ou Cheque-Cheque, como cantaria Genival Lacerda).

Essas imaculadas vítimas da elite sofreram esses dissabores por serem antagonistas a ela e estarem a favor de outra denominação sem definição, tampouco rosto, o povo. Testemunhamos, então, no centro do picadeiro da vida pública nacional, a um embate entre forças opostas e desiguais, entre um heróico e frágil Davi e um Golias elitista, ambos invisíveis. Tudo é feito em nome do povo, cuja satisfação é desenvolvida à medida que o partido estende seus tentáculos mais e mais ao roubar dinheiro de todos na maior ação entre amigos já praticada - salvo em nações que experimentaram, com maior riqueza de detalhes, outros regimes esquerdistas - e ao praticar crimes ainda piores, como associação com o narcotráfico e com ditadores sanguinários, assassinatos, tentativas de mordaça da imprensa... Quando pego com a boca na botija, ou melhor, com os dólares na cueca, credita-se a culpa à elite. Lamentável.

Enquanto isso, são exibidas propagandas do PC do B defendendo a continuidade do governo petista e depositando confiança na figura mais ética de que já se teve notícia, o presidente Molusco. A deputada Jussara Cony e os vereadores Raul Carrion e Manuela aparecem acusando a tal da elite de querer aplicar um golpe na democracia (sic) brasileira para sufocar as reivindicações e necessidades... do povo! Criminosamente coniventes com a corrupção, saem-se, entretanto, como os novos pilares da moralidade nacional.

Haja medicação para tamanha dose de esquizofrenia.

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Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado, é um hábito. (Aristóteles)


Na medida em que você se desliga do espírito daquela era, está ligado ao espírito de todas as eras. Isto quer dizer que, de fato, na constituição do próprio indivíduo, já está dada toda a dialética entre o mundo do sensível ou da temporalidade e o mundo da eternidade. (Olavo de Carvalho)


Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. (Hermann Hesse)


Quanto menos um sujeito entende a religião, mais se prontifica a modificá-la, isto é, a reduzi-la às dimensões da sua própria falta de consciência. Uma concepção evolutiva da religião mostra apenas incapacidade de conceber alguma coisa acima da esfera temporal. O "senso da eternidade" é apenas o primeiro grau da consciência religiosa. (Olavo de Carvalho)


Quando os homens já não acreditam em Deus, não é que não acreditem em mais nada: acreditam em tudo. (G. K. Chesterton)


Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. (Edmund Burke)


Experiência não é o que acontece com o homem; é o que o homem faz com o que lhe acontece. (Aldous Huxley)


Pode-se enganar todo mundo durante algum tempo, e certas pessoas durante todo o tempo, mas não se pode enganar todo o mundo todo o tempo. (Abraham Lincoln)


Faça aparecer o que sem você não seria talvez jamais visto. (Robert Bresson)


Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola. (Albert Einstein)


Todos estamos na sarjeta, mas alguns de nós estão olhando as estrelas. (Oscar Wilde)


Qualquer pessoa que não seja inteiramente imbecil ou imbecilizada pelo jogo literário de entes de razão sabe que existe, no mundo inteiro, uma guerra revolucionária com o objetivo de massificar o homem e de apagar nas almas os últimos lampejos das saudades de Deus. Os marxistas desempenham papel de desta­que, e os judeus marxistas ou filocomunistas trazem para esta causa todo o furor que lhes vem da antiga grandeza. (Gustavo Corção)