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Silencio, no hay banda.

Não me pronunciei até agora sobre o escândalo governista e a estrela (de)cadente que o PT transformou-se em tempo recorde por ainda estar remoendo, cá com meus botões, a sucessão de fatos, que não tenho acompanhado muito de perto por opção, somente através de textos via e-mail e blog de amigos, para tentar vislumbrar o futuro panorama político nacional.

Abandonado os pensamentos, quero destacar dois pontos: para quem acompanha com a devida atenção as palavras de Olavo de Carvalho, em nada surpreende o nível de baixeza atingido pelo partido da ética, defensor da moral e dos bons costumes, previsto com anos e mais anos de antecedência pelo grande filósofo. O que realmente choca é a maquiavélica articulação de todo o círculo de horrores revelada pelo tal do Roberto Jefferson, o novo "herói" nacional. E que herói.

Articulação essa que conta com as lágrimas de crocodilo de Madalenas arrependidas, que não param de brotar feito chuchu na cerca: apostaram todas as fichas nos seus ídolos e companheiros de longa data, cobravam publicamente um regime ainda menos light por parte do Molusco desdedado e, agora, bancam os escandalizados com a realidade a qual ajudaram a construir.

Confesso que dava como certa a reeleição do Lula há tempos. Agora, preciso escolher, surgiram dúvidas. Então, das duas, uma: ou seremos brindados com o maior rodízio de pizzas da história, tudo ficará no mesmo lugar e teremos um PT com mais 4 anos para, quem sabe, encastelar-se com o aval "democrático" do voto no poder, a la Chávez, com licença para barbarizar, ou seremos governados por algum social-democrata engomadinho, mas ordinário, dos auto-intitulados antagonistas (antas, não opositores), algum "direitista" como Serra ou Alckmin, que não ousa dizer nada contra a ideologia peStista, salvo choramingar picuinhas financeiras por terem ficado de fora da fe$tança. Ficariam esquentando lugar para Heloísa He-lelé-na, o novo pilar de moralidade e de verdadeira preocupação com o social.

O futuro nacional é
preocupante.

noite_interminavel
Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado, é um hábito. (Aristóteles)


Na medida em que você se desliga do espírito daquela era, está ligado ao espírito de todas as eras. Isto quer dizer que, de fato, na constituição do próprio indivíduo, já está dada toda a dialética entre o mundo do sensível ou da temporalidade e o mundo da eternidade. (Olavo de Carvalho)


Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. (Hermann Hesse)


Quanto menos um sujeito entende a religião, mais se prontifica a modificá-la, isto é, a reduzi-la às dimensões da sua própria falta de consciência. Uma concepção evolutiva da religião mostra apenas incapacidade de conceber alguma coisa acima da esfera temporal. O "senso da eternidade" é apenas o primeiro grau da consciência religiosa. (Olavo de Carvalho)


Quando os homens já não acreditam em Deus, não é que não acreditem em mais nada: acreditam em tudo. (G. K. Chesterton)


Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. (Edmund Burke)


Experiência não é o que acontece com o homem; é o que o homem faz com o que lhe acontece. (Aldous Huxley)


Pode-se enganar todo mundo durante algum tempo, e certas pessoas durante todo o tempo, mas não se pode enganar todo o mundo todo o tempo. (Abraham Lincoln)


Faça aparecer o que sem você não seria talvez jamais visto. (Robert Bresson)


Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola. (Albert Einstein)


Todos estamos na sarjeta, mas alguns de nós estão olhando as estrelas. (Oscar Wilde)


Qualquer pessoa que não seja inteiramente imbecil ou imbecilizada pelo jogo literário de entes de razão sabe que existe, no mundo inteiro, uma guerra revolucionária com o objetivo de massificar o homem e de apagar nas almas os últimos lampejos das saudades de Deus. Os marxistas desempenham papel de desta­que, e os judeus marxistas ou filocomunistas trazem para esta causa todo o furor que lhes vem da antiga grandeza. (Gustavo Corção)