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Seria trágico, se não fosse hilário

Centro de Porto Alegre. Pela enésima vez, bandos de agitadores pertencentes a infinitas siglas, as quais não me recordo agora e faço questão disso, gritam palavras de ordem durante sua marcha, sinônimo de complicações no já naturalmente caótico trânsito dessa parte da cidade e, é claro, de besteirol, digno do hospício de idéias a que foi convertida a nação. Os motivos de tanta raiva são originalíssimos: corrupção e desemprego. A solução exigida pelos manifestantes é brilhante: abertura de mais vagas em concursos públicos.

No Brasil, é assim: tem-se um problema notório, no caso a dificuldade financeira da população. Daí, a emenda é sempre pior que o soneto: não percebem que boa parte dos problemas enfrentados origiram-se da estrutura burocrática, da mentalidade paternalista que suga mais de quatro meses dos nossos salários anuais e sufoca a livre iniciativa, impedindo a expansão econômica e a geração de empregos, e querem aumentar o alcance dos tentáculos estatais nas nossas vidas (como se ainda fosse possível). É a união da burrice, de não ver os fatos, com a acomodação. Se bem que seria exigir demais de cidadãos que acompanham pela mídia o roubo, a irresponsabilidade administrativa e a eterna alegação de inocência das figuras públicas, que saem de cabeças erguidas diretamente para outro posto do governo. É, por que não querer lutar pela "inclusão social" na mamata generalizada?

Enquanto isso, nosso prefeito volta de uma viagem engrandecedora: contatou pessoalmente Oscar Niemeyer para pedir que desenvolva homenagens - em forma de bustos ou estátuas, tanto faz - a figuras importantes da história política gaúcha, como Vargas, Brizola e etc. O arquiteto, descrito por Fogaça como um "homem simples, sem pompas", cujas frases de louvor ao socialismo espalhadas pelas paredes da casa emocionaram-no, gostou da idéia, com a condição de prestar sua homenagem a ... Carlos Prestes! E Fogaça parece ter ficado para lá de satisfeito com o quid pro quo.

Já no gabinete do governador, a primeira-dama, há uns dois meses, lançou uma campanha contra a gravidez na adolescência usando como garotos-propaganda os integrantes da banda Comunidade Nin-Jitsu, phds em letras de triplo sentido ou mais explícitas, impossível, queridinhos dos estudantes na época em que eu estava no colégio. Naquela época. Hoje, como devem estar matando cachorro a grito, pois nunca mais foram ouvidas suas instrutivas canções nas rádios, posam de bons moços, de neocons, para garantir um espaçozinho na tv e, se vacilarmos, uma verbinha estatal.

Agora, um lamento pessoal: uma pena a estrela petista ter ido para o espaço antes de lançarem uma campanha contra as drogas estrelada pelo cantor (sic) Marcelo D2.

noite_interminavel
Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado, é um hábito. (Aristóteles)


Na medida em que você se desliga do espírito daquela era, está ligado ao espírito de todas as eras. Isto quer dizer que, de fato, na constituição do próprio indivíduo, já está dada toda a dialética entre o mundo do sensível ou da temporalidade e o mundo da eternidade. (Olavo de Carvalho)


Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. (Hermann Hesse)


Quanto menos um sujeito entende a religião, mais se prontifica a modificá-la, isto é, a reduzi-la às dimensões da sua própria falta de consciência. Uma concepção evolutiva da religião mostra apenas incapacidade de conceber alguma coisa acima da esfera temporal. O "senso da eternidade" é apenas o primeiro grau da consciência religiosa. (Olavo de Carvalho)


Quando os homens já não acreditam em Deus, não é que não acreditem em mais nada: acreditam em tudo. (G. K. Chesterton)


Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. (Edmund Burke)


Experiência não é o que acontece com o homem; é o que o homem faz com o que lhe acontece. (Aldous Huxley)


Pode-se enganar todo mundo durante algum tempo, e certas pessoas durante todo o tempo, mas não se pode enganar todo o mundo todo o tempo. (Abraham Lincoln)


Faça aparecer o que sem você não seria talvez jamais visto. (Robert Bresson)


Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola. (Albert Einstein)


Todos estamos na sarjeta, mas alguns de nós estão olhando as estrelas. (Oscar Wilde)


Qualquer pessoa que não seja inteiramente imbecil ou imbecilizada pelo jogo literário de entes de razão sabe que existe, no mundo inteiro, uma guerra revolucionária com o objetivo de massificar o homem e de apagar nas almas os últimos lampejos das saudades de Deus. Os marxistas desempenham papel de desta­que, e os judeus marxistas ou filocomunistas trazem para esta causa todo o furor que lhes vem da antiga grandeza. (Gustavo Corção)