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Marketeira de primeira

Abaixo, segue texto de minha autoria publicado no site do centro acadêmico da escola de administração da UFRGS em 17/09/2004.

O Conceito de Marketing

A todo momento, ouve-se falar em marketing, que há muito deixou de ser assunto exclusivo entre administradores, o meio acadêmico e publicações empresariais, passando a integrar conversas informais - “Estou fazendo meu próprio marketing!” -, além de terrenos tão, aparentemente, distantes da vida organizacional, como a política. No entanto, para entendermos e estarmos aptos a analisar seu verdadeiro significado, faz-se necessário, primeiramente, distingui-lo de outras áreas vistas como similares e, até mesmo, idênticas, como a publicidade e a propaganda.

Esclarecendo: etimologicamente, a publicidade tem origem em público, isto é, relacionado, destinado ou pertencente ao povo. Já a propaganda vem de propagar, ou seja, difundir, espalhar. Contudo, apesar das distinções, existem, na prática, relações entre os termos, pois a propaganda é uma das ferramentas usadas pelo marketing na divulgação de produtos e serviços, por exemplo.

Agora, vejamos, então, do que se trata nosso assunto verdadeiramente: ele é uma orientação dinâmica encarregada de dar rumo às ações, uma "filosofia administrativa", um instrumento para ajudar a planejar as condições necessárias para que pessoas e organizações troquem entre si, sendo, também, responsável pelas análises de mercado, tomando por base os pontos fortes e fracos da instituição e o desenvolvimento de produtos e/ou serviços oferecidos, buscando sintonia com as expectativas do público-alvo. Por conseqüência, também cabe a ele o acompanhamento e avaliação dos resultados obtidos, e se é preciso alguma correção de rumo.

O marketing tem como causa o fato das pessoas desejarem atender seus desejos e necessidades por meio do comércio, de trocas no mercado. Para que, efetivamente, o processo aconteça, as partes devem chegar a um acordo. Caso haja concordância entre si, devem concluir que o negócio deixou-as em melhor situação, que ambos os lados saíram ganhando.

Sendo assim, podemos concluir que marketing é o conjunto de atividades humanas destinadas à percepção e posterior satisfação de necessidades e desejos dos clientes, bem como a capacidade da organização em adequar-se para supri-los. Por meio dessa prática, o consumidor sente-se atendido, a empresa garante sua existência e, caso seja realmente bem sucedida, possíveis ampliações de seus negócios.

Mesmo assim, é perceptível que fascinar, fidelizar e acabar por constituir uma marca (“O marketing é a arte de criar marcas”, segundo Philip Kotler) são tarefas mais complexas, apesar de serem condições indispensáveis para o desenvolvimento contínuo de uma instituição em um mercado cada vez mais exigente e sem fronteiras.

Fica evidente que, de todo esse processo, quem sai sempre em vantagem é o consumidor, dono da palavra final em meio a toda essa batalha administrativa por aprimoramentos e caminhos a serem traçados.

Para ler: Marketing para o século XXI; Kotler, Philip.

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Na medida em que você se desliga do espírito daquela era, está ligado ao espírito de todas as eras. Isto quer dizer que, de fato, na constituição do próprio indivíduo, já está dada toda a dialética entre o mundo do sensível ou da temporalidade e o mundo da eternidade. (Olavo de Carvalho)


Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. (Hermann Hesse)


Quanto menos um sujeito entende a religião, mais se prontifica a modificá-la, isto é, a reduzi-la às dimensões da sua própria falta de consciência. Uma concepção evolutiva da religião mostra apenas incapacidade de conceber alguma coisa acima da esfera temporal. O "senso da eternidade" é apenas o primeiro grau da consciência religiosa. (Olavo de Carvalho)


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Qualquer pessoa que não seja inteiramente imbecil ou imbecilizada pelo jogo literário de entes de razão sabe que existe, no mundo inteiro, uma guerra revolucionária com o objetivo de massificar o homem e de apagar nas almas os últimos lampejos das saudades de Deus. Os marxistas desempenham papel de desta­que, e os judeus marxistas ou filocomunistas trazem para esta causa todo o furor que lhes vem da antiga grandeza. (Gustavo Corção)