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O porquê disso tudo




Não dá para permanecer calada. Não é mais possível. Por mais que eu viesse tentando guardar minhas idéias e, é claro, meus retrocessos e falhas, nada como a escrita para transformar momentos fugazes em memoráveis. É por isso que estou aqui, dando início a isso, que prefiro chamar provisoriamente de “projeto”. Afinal, posso começar agora e nunca mais voltar a atualizá-lo.

Há tempos, sou leitora de bons blogs e nunca tive coragem - por auto-preservação, diga-se de passagem – de começar um próprio. Como se não bastasse, considero-me muito desinteressante vista de perto. No entanto, percebo que é hora de expor o que penso, até por uma necessidade de comunicar sentimentos e impressões que estão abrindo passagem, e para revelar-me a mim mesma definitivamente.

Talvez por eu ter, nos últimos tempos, circulado entre pessoas que estão fazendo algo, assumindo suas responsabilidades, por ter desenvolvido verdadeiras amizades com essas pílulas de racionalidade em meio a tempos onde tudo está tão errado que parece certo, que eu esteja iniciando esse blog, destinado a registrar futilidades também. Afinal, ninguém é de ferro!

E esse título, “Noite interminável”, qual é o verdadeiro significado? Pergunto e eu mesma respondo: é esse o propósito, ter várias facetas, bem como essa que vos escreve. Vejamos: noite interminável no sentido de escuridão, período ruim (qualquer semelhança com a situação de nosso país e, numa esfera mais ampla, o mundo em si, não terá sido mera coincidência); ainda, não somente em termos universais, como também em se tratando dos indivíduos, que embarcam em noites intermináveis, em situações angustiantes, de onde é difícil sair muitas vezes; por outro lado, a noite é tradicionalmente o período do dia em que me dedico a perceber, entender, avaliar. Assim, como não sou totalmente pessimista, uma noite interminável pode ser quando algo positivo acontece. Sim, uma noite pode ser incrível em termos de aprendizado, evolução e insight, interminável portanto, já que ela começou e jamais terá fim, porque o novo conhecimento não será esquecido, servindo, isso sim, como um patamar.

Por se tratar do primeiro, este post serve como cartão de visita do que (não) esperar desse espaço.

noite_interminavel

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Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado, é um hábito. (Aristóteles)


Na medida em que você se desliga do espírito daquela era, está ligado ao espírito de todas as eras. Isto quer dizer que, de fato, na constituição do próprio indivíduo, já está dada toda a dialética entre o mundo do sensível ou da temporalidade e o mundo da eternidade. (Olavo de Carvalho)


Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. (Hermann Hesse)


Quanto menos um sujeito entende a religião, mais se prontifica a modificá-la, isto é, a reduzi-la às dimensões da sua própria falta de consciência. Uma concepção evolutiva da religião mostra apenas incapacidade de conceber alguma coisa acima da esfera temporal. O "senso da eternidade" é apenas o primeiro grau da consciência religiosa. (Olavo de Carvalho)


Quando os homens já não acreditam em Deus, não é que não acreditem em mais nada: acreditam em tudo. (G. K. Chesterton)


Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. (Edmund Burke)


Experiência não é o que acontece com o homem; é o que o homem faz com o que lhe acontece. (Aldous Huxley)


Pode-se enganar todo mundo durante algum tempo, e certas pessoas durante todo o tempo, mas não se pode enganar todo o mundo todo o tempo. (Abraham Lincoln)


Faça aparecer o que sem você não seria talvez jamais visto. (Robert Bresson)


Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola. (Albert Einstein)


Todos estamos na sarjeta, mas alguns de nós estão olhando as estrelas. (Oscar Wilde)


Qualquer pessoa que não seja inteiramente imbecil ou imbecilizada pelo jogo literário de entes de razão sabe que existe, no mundo inteiro, uma guerra revolucionária com o objetivo de massificar o homem e de apagar nas almas os últimos lampejos das saudades de Deus. Os marxistas desempenham papel de desta­que, e os judeus marxistas ou filocomunistas trazem para esta causa todo o furor que lhes vem da antiga grandeza. (Gustavo Corção)