segunda-feira, dezembro 11, 2006

A Longa Noite

(Rodrigo Constantino)


"Pinochet simbolizou um período sombrio na história da América do Sul; foi uma longa noite em que as luzes da democracia desapareceram." (Lula)


Morreu o ex-ditador chileno Augusto Pinochet. Creio que ditador algum mereça absolvição por parte de quem luta pela liberdade. O general Pinochet deve ser condenado e ponto final. Dito isto, podemos deixar as emoções e a parcialidade de lado e partir para uma análise mais fria dos fatos. São basicamente três pontos relevantes que não devem ser ignorados com a morte de Pinochet: o contexto do seu golpe; o legado econômico; e a comparação com outros ditadores curiosamente idolatrados pela esquerda.
Comecemos pelo contexto do golpe em 1973. Salvador Allende era um revolucionário socialista que desrespeitava a Constituição chilena e lançava seu país no completo caos. Foi eleito com 36% dos votos, o que mostra que não desfrutava de amplo apoio popular. Em seguida, partiu para um aberto desrespeito às leis e às propriedades privadas. Com o tomas, avançou sobre as terras agrícolas e expropriou várias, incluindo o uso de violência. Usou brechas legais para infernizar empresas que estavam contra seu governo, montou uma espécie de guarda pessoal, aproximou-se de grupos revolucionários como o MIR, iniciou um programa de nacionalização de diversos setores da economia etc. Seu governo recebeu ajuda dos comunistas soviéticos para solapar de vez com a democracia no país. Allende, que enquanto ministro tentou adotar medidas nazistas como a eugenia, mostrou enorme desdenho pelas leis e pelo Congresso quando eleito presidente. Chegou a afirmar que o importante era a revolução socialista, não a verdade. E com suas medidas, jogou a economia chilena na completa miséria, com enorme desemprego e queda de produção, concomitante a uma galopante hiperinflação. Em resumo, eis o contexto do golpe, o que se não absolve Pinochet, serve como atenuante, posto que era isso ou o socialismo. Inexplicável mesmo é uma figura como Allende ainda ser visto como "guru" da esquerda. É preciso idolatrar muito mesmo o fracasso.
Fora isso, não há como negar o legado econômico deixado pela era Pinochet. Os "Chicago boys" foram chamados para reformar a economia, e várias medidas colocaram o país no rumo certo. Muito ficou faltando ainda para que o Chile fosse realmente um ícone do sucesso liberal, mas o choque dado já foi suficiente para transformar o país no melhor exemplo de estabilidade da região. A previdência, privatizada por Pinochet, é estudada pelo mundo todo como caso de sucesso. Da miséria total herdada da era Allende, o Chile passou para o país com os melhores indicadores econômicos após o período Pinochet. Tanto que quando veio a abertura política, os candidatos não ousaram mexer na "vaca sagrada", mantendo o básico da trajetória econômica. Portanto, o julgamento do período ditatorial chileno serve ao menos para corroborar, uma vez mais, com a infinita superioridade do modelo de liberdade econômica vis-à-vis o intervencionismo estatal.
Por fim, o que é totalmente incompreensível é alguém condenar Pinochet pela ditadura mas aliviar o pior ditador de todos da vizinhança, o carniceiro cubano. Fidel Castro perde, e muito feio, simplesmente em todos os aspectos se comparado a Pinochet. Na ditadura chilena, foram mortos cerca de 3 mil pessoas, sendo que quase a metade logo no começo, numa guerra civil com comunistas. Não eram inocentes, na maioria dos casos, mas guerrilheiros tentando transformar o Chile em Cuba. Já na ditadura cubana, que ainda sobrevive depois de quase meio século, foram assassinados, por baixo, uns 20 mil inocentes. Isso para não falar dos que morreram tentando fugir da Ilha-presídio, algo inexistente no Chile, pois qualquer um poderia deixar o país livremente. Nos indicadores sociais e econômicos, o Chile de Pinochet dá uma lavada no regime cubano, onde a miséria é total. Fidel adotou um claro culto à personalidade, típico de ditadores socialistas, e trata o país como seu, pretendendo passar o poder ao irmão, enquanto o próprio Pinochet chamou eleições depois dos 17 anos no poder. Poderíamos continuar a comparação ad infinitum, mas o resultado seria sempre o mesmo: Fidel Castro é infinitamente pior que Pinochet em todos os quesitos. Logo, somente a demência explica alguém condenar Pinochet ao mesmo tempo que inocenta Fidel Castro.
No entanto, é justamente o que faz a nossa esquerda. Pinochet é a encarnação do mal, mas Fidel compete com os santos pelo seu lugar no céu. A esquerda não agüenta viver dois segundos sequer sem os dois pesos e duas medidas. Como pode o nosso presidente falar em período sombrio, em longa noite em que as luzes da democracia desapareceram, ao mesmo tempo que idolatra seu mui amigo Fidel Castro? Será que tamanha contradição não lhe incomoda nem um pouco? Se com Pinochet o Chile viveu uma "longa noite", com Fidel Castro Cuba ainda encontra-se completamente submersa em uma eterna sombra, onde as luzes da democracia foram totalmente apagadas. Não obstante, a morte de Pinochet é celebrada pela esquerda, mas a de Fidel, que está por vir, irá gerar enorme comoção. Faz-se necessário o consumo de muito Engov para viver num país desses...

quarta-feira, novembro 22, 2006

A Grande Farsa

Ausentei-me do país logo após a pantomima burlesca que chamam de ‘eleição presidencial’ por isto talvez este artigo esteja um pouco atrasado. Não obstante, em minha viagem ao Uruguai e à Argentina colhi alguns dados que o tornam atual.
Desde o início da campanha eleitoral denunciei que tudo não passava de mais uma marmelada cujo resultado estava resolvido a priori pois não houve, em nenhum momento, candidato de oposição. Até o fim defendi que Geraldo Alckmin não tinha a mínima pretensão de ganhar as eleições devido a acordos firmados desde 1993 entre FHC e Lula em Princeton – leia-se entre o
Diálogo Interamericano e o Foro de São Paulo - tal como denunciado pelo Dr. Graça Wagner em artigo aqui publicado, acordo renovado em 2006 em almoço no Waldorf Astoria. Perdi no mínimo um amigo e agastei-me com vários outros que acreditavam na dignidade de propósitos do Sr. Alckmin. Minha defesa intransigente da existência dos referidos acordos foi tida como rigidez e incapacidade de perceber que Alckmin havia desafiado os caciques do PSDB para se tornar candidato. Balela pura e simples, pois Alckmin foi o escolhido pelos referidos caciques para perder as eleições e sabia disto e o fez conscientemente.
Pediram-me provas e eu disse: assistam aos debates. Todos não passaram de espetáculos bem ensaiados entre um candidato que não saberia responder a nenhuma questão difícil e um almofadinha atônito que não as fez por isto mesmo. Vejo, consternado que, mesmo após a pantomima concretizada, continuam as perguntas: por que Alckmin não falou do Foro de São Paulo e da subordinação de Lula a Chávez, que levou à derrota de Ollanta Humala no Peru e Lopez Obrador no México, ao segundo turno no Equador e à vitória expressiva de Álvaro Uribe na Colômbia? Por que Alckmin não perguntou sobre o aborto, que arrasou Kerry em 2004? Por que Alckmin não defendeu os aspectos positivos da privataria tucana, principalmente o enorme sucesso internacional da Vale do Rio Doce privatizada, quando antes não passava de cabide de empregos – como continuam a ser a Petrossauro, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e outras falcatruas estatais? E o número de pessoas que hoje têm telefones fixos e celulares? Por que Alckmin não perguntou sobre... e sobre... e sobre...? E quanto mais queira! Só há uma reposta já antevista por quem quisesse e pudesse enxergar: porque Alckmin é um covarde. Sabia de tudo sobre tudo isto, mas não estava no script gerado pela farsa do mais farsante de todos os partidos da história do Brasil: o PSDB, comandado pelo farsante-mor, Fernando Henrique Cardoso que nada mais é do que representante dos interesses do Diálogo Interamericano e, indiretamente, do
Council on Foreign Relations.
Até hoje não entendi muito bem porque os liberais e conservadores brasileiros tentaram desvincular Alckmin do partido a que pertence. Possivelmente wishful thinking, esquecendo a velha afirmação diz-me com quem andas... . Procuravam ressaltar a figura impoluta – que não discuto quanto à sua vida pessoal – como se fosse uma senhora de alta moralidade vivendo num prostíbulo sem nem saber do que fazem suas coleguinhas. Repeteco de Lula: mais um que não sabe de nada, tadinho. Alguns defenderam a tese – na qual não acredito – que Alckmin era independente e por isto foi agressivo com Lula no primeiro debate e, por isto, recebeu um cala-a-boca do partido. Se fosse verdade, qual seria a atitude digna de um homem que honra as calças que usa? Não seria renunciar à candidatura em pleno segundo turno, denunciando a farsa eleitoral a que estavam submetendo o povo brasileiro? Seria um enorme serviço ao Brasil e ao processo eleitoral. Ao ser verdadeira esta tese e ter calado a boca confirma que não passa de mais um farsante.
A burla eleitoral foi apenas o capítulo final da campanha pela reeleição de Lula levada a efeito pelo PSDB desde que este partido recusou-se – e o PFL covardemente aceitou – a pedir o impeachment quando do destampatório de Roberto Jefferson. Tardiamente, Alckmin limitou suas críticas à corrupção – quando o povo já estava farto do assunto e nada mais colava no Presidente ‘traído’ pelos seus pares – e no pífio crescimento do Brasil, como se o povo estivesse minimamente interessado no PIB do Haiti. Seu programa de governo limitou-se a ameaçar ‘vender o Aerolula’, uma idiotice, pois trata-se de um avião que não pertence ao Lula mas à Presidência da República, cuja compra foi absolutamente necessária. Neste particular mentiu descaradamente ou foi enganado pelos seus assessores, ao dizer que o Primeiro Ministro inglês e o Presidente francês não possuem avião destinado à sua locomoção. A presidência da França possui não um, mas dois: um igual ao brasileiro, um Airbus A319 e o outro maior ainda, um A310 (já retirado do mercado e substituído pelo A330). Já Tony Blair tem uma frota de aviões British Aerospace BAE146 à sua disposição no Squadron 32, exclusivo para transporte VIP. Isto sem falar que o destemido Alckmin se ‘esqueceu’ que no regime presidencialista o Presidente é ao mesmo tempo Chefe de Estado e Chefe de Governo, senão teria se informado de que a rainha da Inglaterra tem à sua disposição, a qualquer hora, além do Squadron 32, todas as aeronaves da British Airways recondicionadas para os padrões de luxo a que os aristocratas se acham merecedores, tudo às custas dos idiotas commons, além do salário de mais de £ 1,000.000 que recebe a família real. Acrescente-se a estes os Boeing 757 dos Presidentes do México e da Argentina e muitos outros. É só consultar o site
http://www.airliners.net/.
Em conversa com amigos em Buenos Aires, discutíamos as ‘elites’ políticas argentina, brasileira e uruguaia e mostraram-me a diferença radical entre a última e as nossas. Na Argentina, como no Brasil, só temos farsa. Raúl Alfonsín e sua Unión Cívica Radical (UCR) equivale aos nossos PSDB e PFL, partidos puramente oportunistas. Já no Uruguai, a classe política é bem mais preparada e séria. Estive em Montevidéu durante a Cumbre Ibero-Americana e vi a atuação destacada dos mais ilustres líderes oposicionistas: os Ex-presidentes Luis Alberto Lacalle e Julio Maria Sanguinetti – respectivamente do Partido Blanco, liberal, e Colorado, Social Democrata. Ambos tiveram papel tão destacado que apareciam mais na televisão do que o Presidente atual, Tabaré Vázquez.
A população uruguaia está nitidamente dividida e nota-se nas ruas e nos jornais o debate sério entre posições políticas claras e insofismáveis. O eleitorado conhece seus próceres e Vázquez não consegue governar sem compor com a oposição.
O mesmo motivo que atrasou a chegada de Lacalle ao Seminário sobre Democracia Liberal por mim organizado em maio deste ano, leva-o ao Palácio Presidencial freqüentemente. Naquela ocasião, decidia-se a política a ser adotada com relação às Forças Armadas; hoje se discute os rumos da política uruguaia como um todo. Inclusive no ‘Dia de la Armada’, quando os comunistas tupamaros gostariam de promover agitações contra os militares, lá estava a presença indômita de Lacalle como convidado especial.
Embora Tabaré Vázquez esteja incluído no acordo do Foro de São Paulo, ele conta com uma oposição séria sem a qual não governará o País, diferentemente de Lula e Kirchner que têm apenas falsos oposicionistas como Serra, FHC e Alckmin, por aqui, e Afonsín por lá.
E já se vê por aí os farsantes para 2010: Aécio Neves e o burlesco ex-comunista, ex-direitista, ex ou futuro qualquer coisa que lhe sirva na ocasião, César Maia, o pior Prefeito do Rio desde Saturnino Braga, que faliu a Prefeitura.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Artigo de Olavo de Carvalho censurado em Zero Hora

O artigo abaixo reproduzido, "Voto consciente", foi censurado pela direção do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, sob a alegação de que feria o seu código de ética. Não tenho a menor idéia do que a palavra ética possa significar nesse contexto, se não a obrigação de ocultar fatos que indiquem a verdadeira gravidade da situação brasileira. Esses fatos têm estado ausentes das páginas noticiosas do jornal gaúcho desde há muitos anos, não havendo portanto razão para que não sejam retirados também da minha coluna. A explicação suplementar fornecida pelo editor da página, Nílson Souza, explicava menos ainda. O motivo para suprimir o artigo, disse ele, era que as informações que o compunham vinham de um blog sem credibilidade suficiente. A premissa do argumento é que o jornal que oculta notícias não só adquire credibilidade por isso, mas a adquire em quantidade bastante para julgar a dos que as publicam. Ademais, mencionei esse blog a esmo, já que fontes suplementares existem em abundância e eu mesmo já as citei tanto que cheguei a ser chamado de obsessivo por isso. Mas, se os diretores de Zero Hora se fazem de bobos, é por uma razão muito séria: eles são realmente bobos. Infelizmente, acabarão entendendo isso demasiado tarde, quando perceberem o que Lula quer dizer com "democratização dos meios de comunicação".

Olavo de Carvalho


Voto Consciente
Zero Hora, 29 de outubro

Dados colhidos do blog
http://ex-petista1.blogspot.com/2006/08/notas.html:
Maurício Hernandez Norambuena, o agente do MIR chileno que liderou o seqüestro de Washington Olivetto, tem como advogado Iberê Bandeira de Mello, que foi defensor de Lula e hoje é o de Silvio Pereira (PT) e Klinger Luiz de Oliveira Sousa (PT). Enquanto Norambuena ia para cadeia e a elite petista fazia tudo para tirá-lo de lá, Lula e seu guru ortográfico Luiz Dulci se reuniam com representantes do MIR no XXII Encontro do Foro de São Paulo, em julho de 2005, na Fundação Perseu Abramo, em São Paulo, para planejar estratégias comuns entre a quadrilha chilena, o PT e outras organizações esquerdistas, entre as quais MST, MSLT, FARC, MIR, CUT, PCB, PC do B, ELN, Partido Comunista Chileno, MAS e Partido Comunista Cubano. Norambuena ficou preso em Presidente Bernardes com a cúpula do PCC, cujo líder máximo, Marcos William Herbas Camacho, é irmão de Gabriel Herbas Camacho, deputado federal do MAS (Movimiento al Socialismo), partido de Evo Morales e participante ativo do Foro de São Paulo. Com dez por cento dessas boas relações, Lula e sua gangue já deveriam ter sido expelidos da política decente há um bom tempo. A história está bem documentada nas atas do Foro de São Paulo e no próprio site da Fundação Perseu Abramo. Pode-se acrescentar a isso um detalhe especialmente encantador: a Polícia Civil de Santo André informa que Jilmar Tatto, Arselino Tatto e Enio Tatto, todos do PT-SP, são ligados à facção criminosa paulista PCC. Jilmar Tatto foi secretário de Transportes da gestão Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo.
Como nada disso foi abordado nos debates eleitorais, o povo brasileiro vai hoje às urnas seguro de que está praticando o tal do “voto consciente”.
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A ONG Rede 13, de Santa Catarina, foi fundada em abril de 2003, coletou vinte milhões do governo, deu-os à filha de Lula e, cumprida essa sua nobre finalidade, fechou em agosto do mesmo ano. A operação foi coordenada pelo churrasqueiro presidencial Jorge Lorenzetti (v.
aqui ).
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A semi-estatal Brasil-Telecom já possui o software “Narus Insight Discover Suite”, que tem capacidade para ler nossos e-mails, vasculhar nossas contas bancárias e ouvir nossas conversas no Skype. Quer dizer: adeus, privacidade. Para a dinastia Lula, porém, isso pode ser uma boa notícia. Era essa a empresa que, segundo a Veja, o bem-aventurado Fábio Lulinha estava tentando comprar, só não o fazendo graças a entraves legais. Mas estes são, é claro, removíveis. Se tudo der certo, o futuro selo do Brasil ostentará a orelha do Lulinha, aquele que tudo ouve.
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Uma estudante, Mirian Macedo, enviou a Louise Caroline, vice-presidente da UNE, uma carta contra o programa abortista do PT. Recebeu a seguinte resposta, que transcrevo na ortografia originária: “pois vai perder tudo, querida... até seus livros e a limpeza nojenta dos seus filhinhos. toma cuidado... nossa aliança com o Chávez e o Fidel vai chegar qualquer dia desses na sua casa feliz. e vai ser uma delícia.” Louise Caroline, cujo nível de instrução é mais ou menos o da mãe do Lula ao nascer, compensa esse handicap com sobra de truculência. É a universitária ideal criada pela educação petista.
Não quero me “alvorar” (falando presidencialmente) em profeta, mas acho que Louise, Lulinha e Lurian são o futuro deste país. Ou melhor: dêfte paíf.
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Em tempo: O MIR chileno é um dos signatários do manifesto emitido pelo “Congreso Bolivariano de los Pueblos”, no dia 3 de outubro, em favor da candidatura Lula. A gratidão é a mãe de todas as virtudes.

domingo, setembro 24, 2006

O Chefão

O mais recente escândalo envolvendo Lula & Cia. tornou evidentes duas coisas. A primeira já era sabida desde pelo menos o escândalo do mensalão, há mais de um ano. Ou seja, a cúpula petista instalou uma máfia sindical-partidária no aparelho do Estado. A função dessa máfia é garantir condições para que Lula e seu grupo se eternizem no poder. O método é desviar recursos públicos e privados para financiar campanhas eleitorais, comprar adesões no Congresso e montar operações de intimidação contra eventuais adversários. Embora ocupando postos de pouca visibilidade, o que caracteriza os integrantes da máfia é a lealdade antiga e canina a Lula, o chefão. São operadores acostumados a agir nas sombras da delinqüência municipal. Sua ação é agora "legitimada" por intelectuais como Marilena Chaui e Rose Marie Muraro, para as quais o imoral é moral se for bom para a cúpula do partido. Todo governo tem nichos de corrupção, muitas vezes incrustados na vizinhança dos amigos do presidente. Mas são esquemas paralelos, de caráter "particular". Traduzem a sobrevivência do velho patrimonialismo brasileiro. Onde o PT inovou foi ao estender esses pequenos esquemas ao aparelho governamental inteiro, dando-lhes, além de comando unificado, um caráter partidário e permanente. De fato a corrupção se tornou "sistêmica", como querem os apologistas do governo. Não no sentido de resultar das mazelas do nosso sistema político, mas por configurar uma máquina impessoal agindo dentro do Estado. O "dossiêgate", como vem sendo chamado, revelou, no entanto algo mais perturbador do que essa notícia velha. Tornou evidente que, sob o beneplácito de Lula, a máfia continua a agir de modo cada vez mais desabrido. A impunidade, como era de se prever, gerou a desfaçatez. O favoritismo eleitoral de Lula, turbinado pelas políticas de transferência de renda, aumentou ainda mais a sensação de impunidade. E espicaçou o atrevimento, a ponto de a facção mafiosa correr o risco de prejudicar a reeleição do chefe na tentativa de reverter a vantagem dos tucanos na eleição paulista. O próprio Lula pergunta retoricamente o que teria a ganhar com uma operação criminal desse tipo, estando sua reeleição quase assegurada. É que em geral os asseclas são mais realistas que o rei. É que cedo ou tarde a "turma" passa a agir por conta própria. Para ilustrar a constatação, basta lembrar que foi exatamente assim que o chefe de segurança de Getúlio mandou matar Lacerda, a principal voz da oposição em 1954, num crime imbecil que derrubaria o presidente em qualquer democracia. Se houver segundo mandato, haverá muito trabalho para o Ministério Público, para o Judiciário e para o que restar de imprensa independente "neste país".
(Otávio Frias Filho, para Folha de SP de 21/09/2006)

segunda-feira, agosto 14, 2006

Insegurança Pública

"Na leitura mentalmente enferma do marxismo, a pobreza é causada pela riqueza e a criminalidade é produto do conflito entre as classes sociais. No momento em que o mal do marxismo se instala na mente humana, o portador da enfermidade começa a delirar e passa a afirmar que o bandido é vítima e a bradar que, no fundo, a vítima é o verdadeiro agressor. O ato criminoso se torna, assim, incontornável feito justiceiro e evidência das contradições do “sistema”. Não há mais o mal nem o bem em si mesmos. Tudo se torna relativo, a depender do lado onde se esteja. O único absoluto é a luta de classes, critério de juízo e chave de leitura de quaisquer acontecimentos, do estupro ao mensalão, passando pelo roubo de cargas e pelo refino de cocaína.
A moral evidentemente desaba e, com ela, a ordem pública. Os criminosos merecem mais zelos, atenções e garantias do que suas vítimas. As leis penais perdem três elementos determinantes de sua eficácia – o desestímulo ao crime, a punição do ato criminoso e o isolamento dos indivíduos perigosos – sob a prevalência de uma “justiça piedosa” que outra coisa não é senão a falência da própria justiça."
(Marxismo e Segurança Pública, Percival Puggina)

sábado, julho 08, 2006

God save the State


Coloquei meu conceito final a prêmio na disciplina de Macroeconomia ao promover uma dissecação de um cadáver que está mais vivo do que nunca, inclusive com influências desencadeadas que talvez nem mesmo ele próprio esperasse. Explico-me: inicialmente, como tarefa valendo nota, eu teria que ficar horas e mais horas em frente ao pc “graficando” e analisando os valores reais do PIB nacional a partir de 1958, comparando com taxas de desemprego anuais, preços do barril do petróleo, número de automóveis exportados e uma série de outras variáveis, à escolha do caminante. Econometria pura. Falta-me paciência para tanto. Já que a cadeira é eletiva e um pouco de livre arbítrio não cairia mal, propus ao professor fazer meu trabalho sobre um Lorde, o John Maynard Keynes, simplesmente “o maior economista do século XX”, afirmativa que não ouso contrariar, se considerarmos como maior em fama, falta de apego à verdade e, é claro, em influenciar inocentes úteis, inúteis e culposos vigaristas. Armada com o Tempos Modernos, do ótimo Paul Johnson, manuais de economia cujas autorias desconheço e artigos, lá me fui escrever sobre o tal nobre britânico.
Na verdade, toda a teoria keynesiana poderia ser resumida em tentativa sem erro de imprimir fundo a idéia que o indivíduo é fraco e incompetente, necessitado de um governo de "iluminados" que o defenda e o sustente, sem o qual estará condenado à ruína, no que decorre a aplicação de um Estado paternal onissapiente, onipresente e onipotente para regrar com justiça as interações entre os cidadãos. Pois é, sei que, lendo assim, o empreendimento não soa original e remete imediatamente à figura do “maior economista do século XIX”, o velhote barbudão, esse mesmo que você acabou de lembrar. Será então que podemos atribuir a Lorde Keynes a alcunha de plagiador? Ao menos seguramente, trata-se de um gari reciclador.
Então, com ou sem andamento de estudos mais aprofundados sobre o pai da macroeconomia e seus teoremas, é possível vislumbrar toda a linha seguinte de fatos: a partir da necessidade desse Estado todo-poderoso, surge um governo cada vez maior, com mais e mais leis, funcionários e, portanto, mais impostos e taxas sobre quem produz. Subentendendo que os dirigentes serão sempre sábios, competentes, honestos e bondosos, agindo apenas em benefício popular, decorre crescente supressão das liberdades democráticas e conseqüente abuso de poder pela nomenklatura. Assim, está implantada e fortalecida a mentira de que os bens e a riqueza são finitos e estanques, tais que, se o João possuir, o Zé fica a ver navios, ou, pior, que a produção não existe, salvo para os ricos, insinuando que quem tem, roubou de quem não tem, o que não apenas estimula mas ainda legitima inveja e ressentimento generalizados, substrato emocional que fatalmente gera ações desagregadoras e destrutivas para o indivíduo e seu entorno e acentua o sentimento de derrotismo entre os mais pobres, de culpa entre os mais ricos, dando origem à "luta de classes", que não existiria sem esse tortuoso percurso. Assim, favorece e multiplica a quantidade de "excluidos profissionais", o típico vagabundo comodista comum em grupos como MST, que vive às custas de quem produz, através das políticas de mais justa distribuição de rendas, desestimulando a saudável competição por bens e serviços, geradora dos esforços para o desenvolvimento das capacidades individuais e crescimento continuado e necessário da consciência humana em geral.
Se levarmos o exame um tanto mais ao fundo das ocorrências mundiais, perceberemos que a crença nos conceitos socialistas sobrevive mesmo em face dos constantes fracassos em sua aplicação, fracassos esses “explicados” como frutos da natureza viciosa das pessoas, natureza essa produzida pelos "valores burgueses e criminosos da civilização judaico-cristã" ocidental. Portanto, é tarefa sagrada dos agentes de um mundo melhor destruir e extirpar tais valores, substituindo-os pelo vazio socialista, prática livre e sistematicamente feita em todo o Ocidente.
Afinal, que arrogante presunção é essa de colocar-se acima das leis? Como podem deter o conhecimento necessário para reconstruir a história e até mesmo a humanidade, se todas suas teorizações frutificaram em horror totalitário? Por fim, que misteriosa transfiguração é essa na alma de “estudiosos” que acabam por fechar os olhos e renegar a própria natureza humana? Uma certeza carrego: os frutos sempre têm a natureza das sementes que os geram.
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Como sugestão de leitura, que pode jogar um pouco de luz às indagações acima, indico um texto de autoria da amiga Norma Braga, do Flor de Obsessão, sobre as ligações perigosas de Lorde Marx.

sexta-feira, maio 26, 2006

Suspeita(s) a ser(em) confirmadas


Desde o duelo Rolling Stones versus U2 ocorrido início do ano, percebi uma nova habilidade em mim: descobrir conservadores insuspeitos. Sem precipitações, antes de eu revelar a bola da vez, comecemos do princípio.
Ainda não assisti o “filme do ano”, esse que me fará acreditar que um certo Leonardo, de inegável brilhantismo, tinha mais conhecimento (anti)religioso do que os evangelistas, ainda que o primeiro tenha sucedido os próprios apóstolos de Jesus Cristo em uns 1500 aninhos. Detalhe, mísero detalhe. Na verdade, estou à espera nada ansiosa por alguém que me pague o ingresso, pois cansei de desperdiçar meu vil metal em uma forma de arte jamais considerada elevada por alguém digno de nota, e que me abandonou antes que eu o fizesse - ou tivesse essa escolha -, vide Brokeback Mountain e afins. Ok, assumo que fico com os cabelos arrepiados mesmo é ao lembrar de V de Vingança, tanto que nem o novo Missão Impossível, de bom início, agitado e eficiente desenvolvimento e final chocho, como se não bastasse anti-americano, conseguiu aplacar a terrível memória. Sendo assim, enquanto as propostas de cineminha grátis não surgem, teorizo e especulo um pouco.
Hollywood é descaradamente paraíso da esquerda festiva, a vanguarda politicamente correta, e a única fonte de amostras do comportamento yankee a ser discutida em países terceiro-mundistas e com síndrome de vítimas, por não conseguirem erguer os queixos além do próprio umbigo, como é o nosso. Acontece que é mais fácil encontrar atrizes que não tenham enfrentado o bisturi e/ou agulhadas de botox do que conservadores na meca da sétima (cada vez menor) arte. Tanto é assim, que o nome da trupe mais festejado da atualidade, George Clooney, por exemplo, dirigiu Boa Noite, e Boa Sorte para enganar a torcida, ou seja, receber uns prêmios dos companheiros, umas capas de revista para posar como the coolest ever e rios de dinheiro, para continuar comprando vilas à beira de lagos, na Itália, e abrir cassinos luxuosos. Em troca, ele dá tapas de luva, só que em P&B, com estilo, na suposta lavagem cerebral e perseguição não-declarada... conservadora! Bush e seus comensais da morte, em linguagem harrypotteriana, devem até perder o sono com essas acusações tão legítimas.
Até onde eu saiba, há meia dúzia de conservadores declarados por Hollywood. A outra meia dúzia esconde-se sabe lá onde. Quem, eventualmente, tenha um insight, teme pelo seu futuro na indústria. Lembro de quando Tom Cruise se pronunciou a favor da guerra no Iraque e deixou claro seu temor de ser desprezado pelos seus pares. A essas alturas, deve já ter revisto essa posição, digamos, fascista.
Voltando ao tal códido do Leonardo. Durante esse pouco mais de um ano de blog, dei algumas pinceladas sobre o que penso desse best-seller da ficção científica e acredito que todos que passam por aqui imaginam minha visão. Inicialmente, as previsões apontavam para um filme a ser visto por cerca de 800 milhões de pessoas, o que não duvido. Ou melhor, não duvidava, afinal, como subestimar a imbecilidade humana, em tempos que verdades universais são revistas por um romancista? Daí então entra o X da questão: ou os produtores e o diretor acomodaram-se com os mais de 40 milhões de exemplares vendidos pelo mundo e imaginaram que os cofres ficariam abarrotados e as aclamações garantidas de antemão, ou descobri insuspeitos conservadores entre suspeitos propagadores do besteirol. Faço-me mais direta: colocar o insosso Tom Hanks como herói a la Indiana Jones de um thriller notoriamente repleto de correrias e conspirações, em parceria com a insípida Audrey Tauton, do cultuado filme da Amélie Poulain, outro atentado cinematográfico, é pedir para o espectador usar a imaginação em excesso. Até mesmo para leitores de Dan Brown. Vivacidade e inteligência no Hanks e carisma na mocinha de Tauton, esses sim são enigmas mais indecifráveis do que o Santo Graal. Afora a estranha escolha de elenco, dizem por aí que o filme é chato pacas, aposta praticamente confirmada a engrossar as fileiras das superproduções que mais terão queda de público após a primeira semana de exibição. Até agora, não se sabe de uma criticazinha positiva à obra. Bom, eu não li a opinião da dona Marxilena.
A cada novo conservador (nesse caso, supostamente uma penca deles) que descubro, reacende em mim a arte de sorrir, por mais que o mundo diga não.
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Nego-me com todas as forças a comentar a pesquisa recentemente divulgada que aponta vitória do Molusco já no primeiro turno, em todo e qualquer cenário. Não quero praticar auto-sabotagem, ao perder os vestígios de respeito à espécie humana.

quarta-feira, maio 24, 2006

Causas e inconseqüências


O comandante supremo da nação encomendou ao Roberto Carlos, não o dos Detalhes, mas o lateral que usa apartamentos nos dedos, como o próprio faz questão de divulgar, a Copa do Mundo desse ano. Tudo que o Molusco desdedado quer, eu não quero. Não é nem tanto por teimosia, é questão de convicção mesmo. Ou, de estabelecer relações de causa e conseqüência, o que não é algo muito corriqueiro: domingo passado, estava eu curtindo as cinzas do meu aniversário quando ouço discurso vigoroso anti-PesTe e anti-Piçol. Curiosa, ligo minhas antenas para acompanhar o fio da meada. Será que estava testemunhando o desabafo de final de noite de um neocon? Não, claro que não, toda a virulência inicial foi por água abaixo após a conclusão de que só o PSTU é a solução para o país. Sem contar as opiniões desferidas em outros lugares de que o Brasil tem que voltar da Europa campeão “para acabar com essa onda de violência”. Eu juro que ouvi isso. Sendo assim, não quero nem pensar no que o PCC possa vir a aprontar, caso os canarinhos sejam derrotados pela Argentina, mas enfim... Bom, mesmo se nosso Al Capone, chefe da máfia e escorregadio feito pau de sebo - já entrando no clima de São João, precisamente de quadrilha -, não planejasse usar um eventual triunfo esportivo como estratégia de campanha à reeleição, eu também não torceria pela pátria de chuteiras, pois jamais torci, até porque “érres” rebolativos não fazem parte do que considero bom futebol.
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E não é que meu carinhosamente chamado de blogzinho soprou velinhas ontem, ao completar um ano de existência? É, de lá para cá, foram 85 postagens, algumas que até valem releituras, outras que só minha irreverência evita que sejam apagadas do arquivo, mas que percorrem um ano de impressões, divagações e opiniões. Se a intenção inicial era fazer desse espaço um depósito de idéias mal traçadas, hoje já não consigo imaginá-lo desativado, por mais que eu me dê longas férias de vez em quando. Bom sinal.

domingo, maio 07, 2006

A volta da que não foi

Enfim, estou de volta à ativa. I’m back, como diria o Terminator, após um longo intervalo. Não fazia nada em especial, a não ser trabalhar e estudar, ou melhor, ir à universidade. Essas 12 horas diárias comprometidas impediram-me de escrever? Sim e não; sim, porque tive menos tempo e, principalmente, disposição – admito - para ler, estudar de verdade, evoluir um tantinho que seja e vir aqui analisar o mundo ou um mero filme. Em vão, é bem verdade, mas não para mim. Não deposito toda a culpa em minha rotina, é claro, pois também faltava motivação para vir aqui comentar a dança da pizza, escândalos e mais escândalos da PesTe, pesquisas Ibope apontando larga vantagem ao chefe da quadrilha em relação ao picolé de chuchu, a própria candidatura do sorvete de fruto de trepadeira cucurbitácea, a greve de fome do marido da Garotinha... Como eu não conseguiria escapar da política, mesmo sendo uma detratora da modernosa politização de tudo, preferi ficar caladinha, à espreita. Lembrei, em meio a isso, que quem cala consente, e espernear um pouco não faz mal.
Na verdade, sofri com a perda do hábito de escrever qualquer linha que fosse. O mundo não perdeu coisa alguma, eu perdi um pouco de assunto com meus amigos leitores desse blog, a quem agradeço pelos incentivos e puxões de orelha desferidos durante o jejum. Estou de volta, nem melhor nem pior. Será que ao menos diferente?
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Aproveito essa volta e recomeço para divulgar o Blogs Coligados, que passará a contar com minha colaboração. Blogs Coligados é o nome de um blog mestre, que contém as manchetes dos artigos de vários colunistas. O propósito deste projeto é proporcionar ao leitor uma espécie de revista virtual, agradável de acessar e de ler a qualquer hora, dotada de uma grande variedade e rotatividade de notícias, artigos e comentários. Quem quiser fazer parte, escreva para
blogscoligados@gmail.com.

quarta-feira, março 08, 2006

Ser Moribundo e outras histórias


Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, publico poema de autoria do meu amigo Eduardo Levy, de volta ao mundo virtual e aos inspirados textos após um breve recesso, sobre o “progresso” da condição feminina com o passar dos tempos. Serve como contraponto à socióloga da UFRGS especialista em “espaço e importância das mulheres no mundo” (quá) que afirmou que as mulheres são minoria desrespeitada, como os gays e negros, vítimas de uma sociedade patriarcal, e patati patatá.

Ser Moribundo

Feita mulher.
Largou o ser menina.
Perdeu aquela perna fina.
Perna fina que me desatina.
Me desatina a perna fina da menina.
Perna fina da menina que me desatina.

Aquele olhar ingênuo
Em misturas diabólicas
Apartou o que tinha de veneno
Foram-se as sensações eólicas.

Crescida – mudada toda.
Roubada do barangandã.
Falta daquele não sei quê
Mergulhada que anda em barafunda.

Foi princesa – é cachorra.
Mereceu poesias – contêmpora patifarias.

Era toda pintada por Rafael, perfeita, por natura.
Agora, tristeza do triste, é de plástico, homem a espessura.

Juntaram-se opostos os partidos
Tudo numa conspiração.
Roubaram-lhe a natureza, a mim o coração.

agora Camões não teria tema
Tampouco
Nabokov qualquer pequena.
Falta-lhe um réquiem
Vive ainda como um Frankstein.

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A polêmica da semana no RS está a cargo dos inúmeros episódios envolvendo os revoltadinhos do MST, o maior grupo de crime organizado da AL, em seu “março vermelho”. Com o apoio de ilustres venezuelanos, cubanos e toda a sorte de propagadores do caos revolucionário, destruíram uma fazenda, como de praxe, alegando que a atitude era simbólica, alheia à questão se a propriedade era produtiva ou não; rasgaram em frente às autoridades o mandato judiciário de retirada; destruíram mais de 5 milhões de mudas e um laboratório inteiro em outra propriedade, alegando que madeira não produz comida.

A polícia, desmoralizada e sem recursos, cogita invadir e tirá-los à força, para logo em seguida recuar e alegar que os “camponeses”, cujo conhecimento em guerrilha ultrapassa e muito o sobre terra e plantações, estão ferozmente dispostos a tudo, armados até os dentes com pás, escudos de metal, foices, martelos... Sem contar a tática de colocar mulheres e crianças na frente do pelotão, para “sensibilizar” a opinião pública, em caso de derramamento de sangue. Obviamente, as autoridades omitem o fato de estarem é tremendo de medo. De tudo.

noite_interminavel
Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado, é um hábito. (Aristóteles)


Na medida em que você se desliga do espírito daquela era, está ligado ao espírito de todas as eras. Isto quer dizer que, de fato, na constituição do próprio indivíduo, já está dada toda a dialética entre o mundo do sensível ou da temporalidade e o mundo da eternidade. (Olavo de Carvalho)


Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. (Hermann Hesse)


Quanto menos um sujeito entende a religião, mais se prontifica a modificá-la, isto é, a reduzi-la às dimensões da sua própria falta de consciência. Uma concepção evolutiva da religião mostra apenas incapacidade de conceber alguma coisa acima da esfera temporal. O "senso da eternidade" é apenas o primeiro grau da consciência religiosa. (Olavo de Carvalho)


Quando os homens já não acreditam em Deus, não é que não acreditem em mais nada: acreditam em tudo. (G. K. Chesterton)


Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada. (Edmund Burke)


Experiência não é o que acontece com o homem; é o que o homem faz com o que lhe acontece. (Aldous Huxley)


Pode-se enganar todo mundo durante algum tempo, e certas pessoas durante todo o tempo, mas não se pode enganar todo o mundo todo o tempo. (Abraham Lincoln)


Faça aparecer o que sem você não seria talvez jamais visto. (Robert Bresson)


Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola. (Albert Einstein)


Todos estamos na sarjeta, mas alguns de nós estão olhando as estrelas. (Oscar Wilde)


Qualquer pessoa que não seja inteiramente imbecil ou imbecilizada pelo jogo literário de entes de razão sabe que existe, no mundo inteiro, uma guerra revolucionária com o objetivo de massificar o homem e de apagar nas almas os últimos lampejos das saudades de Deus. Os marxistas desempenham papel de desta­que, e os judeus marxistas ou filocomunistas trazem para esta causa todo o furor que lhes vem da antiga grandeza. (Gustavo Corção)